Presenciou violência contra animais? Saiba como denunciar e manter sigilo

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Maus-tratos costumam ser associados apenas à agressão física direta, como bater, espancar ou ferir um animal de forma intencional, mas a violência também pode ocorrer de outras maneiras

Casos de maus-tratos a animais podem ser denunciados sem que o cidadão precise sair de casa. Em São Paulo, a denúncia pode ser feita pela Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa), com possibilidade de solicitar sigilo da identidade do denunciante.

Além de agressões físicas, a legislação considera maus-tratos manter animais sem água ou alimentação, expostos ao sol e à chuva, presos por correntes curtas, abandonados ou sem atendimento veterinário quando necessário. A lei paulista também proíbe manter cães e gatos presos por correntes fixas.

Antes de registrar a denúncia, a orientação é reunir provas, como fotos, vídeos, datas, horários e o endereço do local. Quanto mais informações forem apresentadas, maiores são as chances de uma investigação rápida.

As denúncias podem ser feitas pela Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa) ou, de forma totalmente anônima, pelo Disque-Denúncia 181. Em casos de flagrante ou emergência, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.

Além da denúncia, entidades de proteção animal orientam que, sempre que possível e sem colocar a própria segurança em risco, a população ofereça água ou alimento ao animal e acione protetores independentes para auxiliar no resgate e nos cuidados até a atuação das autoridades.

Além da denúncia: o que mais você pode fazer?

Embora a polícia e a Justiça sejam responsáveis por investigar e punir os autores dos maus-tratos, o cuidado com o animal depende de toda a comunidade. Se você presenciar ou acompanhar um caso, também pode contribuir de outras maneiras:

  • Ofereça ajuda temporária: se a situação permitir e não houver risco à segurança, é recomendado fornecer água ou alimento ao animal enquanto o resgate oficial não chega. Evite qualquer ação que possa colocá-lo em perigo ou comprometer a atuação das autoridades.
  • Acione protetores: enquanto a investigação estiver em andamento, entre em contato com entidades de proteção animal da sua região. Essas organizações costumam oferecer orientação, indicar atendimento veterinário e, em muitos casos, ajudar na busca por um lar temporário após a intervenção das autoridades.
  • Adote ou ajude a encontrar um lar: animais resgatados de situações de maus-tratos precisam de uma nova oportunidade longe dos ambientes de abandono.  Adotar ou oferecer um lar temporário pode garantir ao animal uma vida segura e digna.




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