Com a grave crise financeira que boa parte das prefeituras do país está enfrentando, o desafio das novas gestões municipais – e ainda de quem também se reelegeu –
será equilibrar o orçamento para poder desempenhar um bom governo e garantir melhor qualidade de vida à cidade e, consequentemente, à população. E nesse caminho, um dos primeiros passos deve ser a criação de um plano de desenvolvimento urbano integrado e integrador da cidade.
Gilberto Belleza, presidente do CAU/SP.
“É importante que os gestores rompam a lógica da compartimentação das políticas públicas, passando a enxergar tudo de forma mais integrada, como se fossem elos de uma mesma corrente”, defende Gilberto Belleza, presidente do CAU/SP – Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo.
Em uma Carta Aberta aos prefeitos, o CAU destaca algumas políticas públicas que devem merecer maior atenção dos prefeitos.
Entre elas: necessidade de priorizar os pedestres, com criação de vias em boas condições e mais seguras; tornar as cidades socialmente inclusivas, com espaço para todos os segmentos sociais, diferentes faixas etárias e sem qualquer tipo de discriminação; associar mobilidade e território por meio de uma rede de transporte público articulada, aproveitando-se de todos os possíveis modais disponíveis; adotar um modelo de cidade ambiental e socialmente sustentável; e priorizar empreendimentos habitacionais para população de baixa renda, com toda infraestrutura pública necessária e integrados à área urbana, não deslocados em regiões periféricas da cidade.
Como forma também de garantir mais qualidade, menor custo e maior transparência na realização das obras públicas, o Conselho defende ainda a valorização dos projetos executivos de Arquitetura e Urbanismo, contratados com base em aspectos preponderantemente técnicos ou de qualidade, e previamente à licitação das obras.
“Entendemos que este é o processo único e insubstituível para a obtenção de obras públicas de qualidade, construídas no prazo e ao custo previsto. Infelizmente, não nos faltam exemplos de empreendimentos de grande complexidade contratados com base apenas em um “anteprojeto” que, além de serem entregues com atraso, custaram bem mais aos cofres públicos do que o planejado inicialmente”, esclarece o presidente do CAU/SP.
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