Condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato no caso do triplex do Guarujá, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que se o cidadão não quiser ser governado por “ladrão”, deve ele mesmo entrar na política. Ele está em campanha pelo Nordeste.
“Quando você disser que o Lula é ladrão, que o deputado tal é ladrão, que o prefeito tal é ladrão, quando todo mundo for ladrão e ninguém prestar, ainda assim você vai ter que tomar uma decisão que é a de entrar na política. Porque o político honesto que vocês querem está dentro de vocês”, disse o ex-presidente, em palestra com ares de comício, na 4.ª Jornada da Juventude em Cruz das Almas, município baiano.
Em entrevista a uma rádio em Salvador, Lula afirmou que “o golpe não fecha” sem a sua interdição eleitoral, e citou nomes de possíveis substitutos na disputa, caso seja condenado em segunda instância e impedido de disputar o pleito de 2018: o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, e os governadores petistas Fernando Pimentel (MG), Rui Costa (BA), Camilo Santana (CE) e Wellington Dias (PI). O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), ficaram de fora da lista.
Na entrevista desta sexta-feira à rádio da Bahia, Lula foi reticente, mas apontou supostos erros da sua sucessora. “Dilma não pediu para ser candidata. Eu a indiquei. Do ponto de vista gerencial, ela fez muita coisa. Do ponto de vista político, todo mundo se queixa da Dilma. Não sei se ela sozinha tem culpa ou quem tem culpa junto com ela, se é a própria classe política. Se ela tivesse me procurado e falado que não queria ser candidata à reeleição… Mas não procurou”, disse o ex-presidente. Segundo ele, Dilma é uma “pessoa excepcional”, mas tem dificuldade de ouvir.
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