Polícia Rodoviária apreende R$ 1,5 milhão em mercadorias trazidas do Paraguai

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Mais de R$ 1,5 milhão em mercadorias contrabandeadas do Paraguai foram apreendidas pela Polícia Rodoviária Estadual, na Rodovia Engenheiro João Baptista Cabral Rennó, em Santa Cruz do Rio Pardo, na região de Ourinhos. 

De acordo com a nota oficial, uma equipe do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário) estava em operação quando deu ordem de parada a um ônibus de "sacoleiros", que seguia de Corumbá/MS para a capital paulista. No bagageiro foram encontradas diversas mercadorias de origem estrangeira sem documentação fiscal.

Durante vistoria no bagageiro externo, foram localizadas diversas mercadorias de origem estrangeira sem documentação fiscal, entre elas 25 mil isqueiros, 18.250 relógios, 600 cigarros eletrônicos, 120 computadores, 1.242 cosméticos diversos e um teclado eletrônico.

O ônibus e as mercadorias foram lacrados e encaminhados à Delegacia da Receita Federal em Bauru. O veículo transportava 42 passageiros, mas a princípio foram qualificados apenas os dois motoristas e o dono da empresa que deverão responder pelo crime de descaminho.

Diferença entre contrabando e descaminho

Um internauta do Visão Notícias nos enviou mensagem procurando esclarecer um erro muito comum que ocorre na imprensa no momento da divulgação desse tipo de ocorrência. Ele explica que a diferença entre contrabando e descaminho está principalmente no tipo de mercadoria e na natureza da ilegalidade. Veja:

  • Contrabando: importação ou exportação de mercadoria proibida no Brasil, ou seja, produto não pode entrar ou sair do país de jeito nenhum. Exemplos: drogas ilícitas, armas sem autorização, cigarros de marcas proibidas no Brasil e produtos falsificados ilegais.
  • Descaminho: mercadoria é permitida, mas a pessoa tenta burlar o pagamento de impostos. Exemplos: trazer celular do exterior sem declarar, comprar produtos no Paraguai e entrar sem pagar tributos e importar mercadorias legais sem recolher imposto.



O que são sacoleiros?


Sacoleiros são vendedores autônomos, informais, que compram mercadorias (especialmente roupas, acessórios e eletrônicos) em grandes polos atacadistas (como o Brás, em São Paulo, ou o Paraguai) e as revendem no varejo, de porta em porta ou em casa, para consumidores finais.

No caso das mercadorias importadas, o problema ocorre é que normalmente ultrapassam a cota de importação permitida (500 dólares - cerca de R$ 2.500,00) e não pagam os impostos exigidos pelo governo brasileiro.

 










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