A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (19/8), a operação Sinon, para investigar esquema de corrupção voltado ao fornecimento indevido de informações sigilosas de investigações policiais em troca de vantagens financeiras, envolvendo a própria Delegacia em Marília.
A ação cumpre oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio Grande do Sul, além do bloqueio e sequestro de bens. As medidas foram autorizadas pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília.
As investigações apontam que, desde 2023, um agente de Polícia Federal teria utilizado sua função e o acesso a sistemas corporativos da instituição para realizar consultas direcionadas a pessoas e a procedimentos sob investigação. As informações obtidas seriam posteriormente repassadas a investigados, possibilitando a adoção de medidas destinadas a dificultar ou frustrar as diligências policiais.
Violação de sigilo funcional
No âmbito da operação, foram determinadas ainda medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a suspensão do exercício da função pública, a proibição de acesso às dependências, aos sistemas e aos recursos tecnológicos da Polícia Federal.
Os fatos investigados envolvem, em tese, os crimes de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar todos os envolvidos, de esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados e de dimensionar os danos provocados às investigações policiais afetadas.
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