Polícia fecha clínica de reabilitação clandestina com pacientes que sofriam maus-tratos

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A Polícia Civil fechou uma clínica de reabilitação clandestina para dependentes químicos que funcionava na área rural de Penápolis, distante (115 quilômetros de Marília). 

No local os policiais localizaram mais de 30 pessoas em situação de maus-tratos, entre adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. Os pacientes relataram que eram agredidos, torturados e ameaçados, caso contassem para as famílias.

 
A clínica clandestina foi descoberta depois de a Polícia Civil receber uma denúncia sobre uma ocorrência de violência doméstica e conseguir um mandado de busca e apreensão para descobrir se havia uma arma de fogo dentro do estabelecimento. 

Os policiais também constataram que as dependências do local não eram adequadas para uma clínica de reabilitação para dependentes químicos, visto que não havia alvará de funcionamento, atendimento médico e outros serviços.

Equipes do Conselho Tutelar, Assistência Social e Vigilância Sanitária foram acionadas e dois ônibus foram utilizados para retirar os pacientes do local, que foram encaminhados a abrigos temporários.

O caso foi registrado na Polícia Civil e um inquérito será instaurado para apuração dos crimes de maus-tratos, tortura e cárcere privado. Os responsáveis pela clínica não foram localizados.

“A alimentação do local era bem pouca e muito ruim. Uma das pessoas também disse que passava fome. Não tinha atendimento médico, odontológico e psicólogo. Das pessoas que eu ouvi, nenhuma recebeu a vacina contra a Covid-19, mesmo estando na faixa etária contemplada pelo plano”, afirmou a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Penápolis, Thaísa da Silva Borges. (G1)

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