Material apreendido passou por perícia, que confirmou seu poder cortante; produto pode causar ferimentos graves e até mortes
Uma operação da Polícia Civil de Marília resultou na apreensão de linha cortante em dois estabelecimentos especializados em pipas. Um comerciante de 41 anos e uma mulher de 32 anos, responsáveis pelas vendas, foram presos em flagrante sem direito a fiança. Ele pode ser condenado a até cinco anos de prisão.
A operação foi realizada pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) após investigações sobre a possível comercialização de cerol, linha chilena e outros materiais cortantes em estabelecimentos da cidade.
Com mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça, os policiais realizaram diligências nos endereços investigados. Em uma das lojas, localizada na Rua João Dal Ponte, no Jardim Santa Antonieta, zona Norte da cidade, encontraram um carretel com linha suspeita de possuir alto poder cortante, guardado atrás do balcão.
Já no Jardim América, na zona oeste, os investigadores apreenderam 72 carreteis de linha com sinais de que se tratavam da conhecida “linha cortante”. A responsável pelo estabelecimento também foi presa em flagrante. A Polícia Científica foi acionada e realizou uma perícia nos próprios estabelecimentos.
O exame confirmou que o material apresentava capacidade cortante, oferecendo risco à integridade física e à vida de pessoas expostas ao contato.
Segundo o registro policial, a ocorrência foi enquadrada, em tese, como crime contra as relações de consumo, previsto no artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/1990, relacionado à comercialização de mercadorias impróprias ao consumo.
Por que a linha cortante é tão perigosa?
O uso de cerol e linha chilena representa um risco principalmente para motociclistas, ciclistas e pedestres. Quando esticadas no ar, essas linhas podem provocar cortes profundos no pescoço, rosto e braços, com possibilidade de ferimentos fatais.
O cerol tradicional é produzido com materiais abrasivos, como vidro moído, enquanto outras linhas cortantes podem conter compostos ainda mais agressivos.
Além dos ferimentos, essas linhas podem provocar acidentes de trânsito e atingir instalações elétricas, oferecendo riscos adicionais à população.
Como se proteger?
Para motociclistas, uma das principais medidas preventivas é instalar uma antena corta-pipa adequada e corretamente posicionada na motocicleta, especialmente em regiões onde há grande concentração de pessoas soltando pipas.
O uso de capacete com viseira abaixada e roupas de proteção também é importante, embora esses equipamentos não eliminem o risco de cortes.
Em São Paulo, a legislação estadual proíbe o uso de linhas cortantes em pipas, assim como sua fabricação e comercialização. A orientação é que a população utilize apenas linhas comuns, sem materiais abrasivos, e evite soltar pipas perto de ruas movimentadas e redes elétricas.
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288
A Agilidade no Jornalismo Online







