Polícia Civil e SAP apuram incêndio na penitenciária de Marília que causou sete mortes

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A Polícia Civil e a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) estão apurando as circunstâncias de um incêndio na penitenciária de Marília que resultou na morte de sete sentenciados e mais 13 pessoas internadas em hospitais da cidade, incluindo cinco agentes penais. Os corpos das vítimas fatais permanecem no IML (Instituto Médico Legal). O preso que provocou o incêndio sobreviveu e está internado no Hospital das Clínicas, sob escolta.

Haviam rumores de que a confusão teria sido uma rebelião, mas a SAP desmentiu a informação. De acordo com o boletim de ocorrência, liberado na manhã desta quarta-feira, o que ocorreu foi um incêndio que começou pouco antes das 17h de ontem, no setor de inclusão da penitenciária, onde estão as celas denominadas inclusão, disciplina e seguro, sendo utilizadas como celas disciplinares.

Coletiva de imprensa no HC sobre a situação dos presos que foram socorridos com vida.

Um deles, de 33 anos, que estava no local por motivos de indisciplina, resolveu colocar fogo em seus pertencer. Mas, as chamas se alastraram rapidamente, atingindo colchões, roupas e demais objetos pessoais dos outros presos. No local estavam 14 pessoas.

Assim que perceberam o fogo, os policiais penais do setor abriram as celas e começaram a socorrer os presos, todos vítimas de intoxicação e realizar o primeiro combate às chamas até a chegada do Corpo de Bombeiros (viaturas de combate a incêndio e resgate) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que prestaram atendimento aos feridos.



Equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e da Força Tática também ajudaram na contenção do incêndio e evitar que o incêndio pudesse se transformar em um motim envolvendo toda a penitenciária. 
Familiares de sentenciados aguardavam do lado de fora ansiosos por informações que só eram repassadas pela equipe do Visão Notícias que acompanhou o desdobramento do caso.

Quem são os mortos

Cinco morreram no local: Charles Andrey Souto Silva, de 44 anos; Wender Felipe Maciel, de 25 anos; Matheus Gregório da Silva, de 22 anos; Caio Vinícius Oliveira, de 25 anos; e Thiago Nascimento de Oliveira, de 33 anos. As outras duas vítimas morreram durante atendimento no HC: Doildo Diego Pires, de 35 anos, e Wallace Ferreira dos Reis, de 22 anos.



Os corpos permanecem no IML e até agora o Serviço Funerário de Marília ainda não foi acionado e até por volta das 19h nenhum familiar procurou para fazer os procedimentos do funeral. Ao que tudo indica, todas as vítimas são de outras cidades.

Das demais vítimas que sobreviveram, duas permanecem internadas no HC em estado grave; três internados na Santa Casa (em estado grave inclusive intubados); cinco na UPA Norte, sendo quatro leves e um moderado; e três na UPA Sul, todos leves. Aliás, o HC teve que acionar um plano de contingência para atendimento às vítimas.

O que diz a SAP

A Secretaria da Administração Penitenciária, órgão estadual responsável pela gestão do sistema prisional, divulgou uma nota oficial sobre o incêndio ocorrido na penitenciária de Marília.

''A Secretaria da Administração Penitenciária lamenta profundamente o incêndio ocorrido na tarde desta terça-feira (25/11), no setor de inclusão da Penitenciária de Marília, após um interno atear fogo em seus pertences. Os policiais penais realizaram o primeiro combate às chamas até a chegada dos Bombeiros e das equipes do SAMU, que prestaram atendimento aos feridos. Ao todo, sete internos vieram a óbito em decorrência da inalação de gases tóxicos produzidos pelo incêndio proposital. Outros sete seguem sob cuidados médicos. A SAP instaurou procedimento para apurar o caso e está em contato com as famílias das vítimas para prestar todos os esclarecimentos necessários”.






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