Polícia Civil apura maconha sintética em presídios da região

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A Polícia Civil investiga se pedaços de papéis encontrados recentemente em unidades prisionais paulistas (como em Assis, Pirajuí e Paraguaçu Paulista) durante procedimento de revista de visitantes de detentos tratam-se, na verdade, de uma camuflagem usada por criminosos para a entrada de maconha sintética, conhecida como k4, nas penitenciárias.

O K4 é um tipo de canabinoide produzido em laboratório que possui atividade farmacológica similar à do tetraidrocanabinol (THC), princípio ativo da maconha. A droga produz efeitos psicoativos parecidos com àqueles causados pela planta Cannabis sativa.

Maconha sintética apreendida pela SAP (foto/arquivo).

Na forma líquida, ela pode ser borrifada em pedaços de papel que são utilizados como base para confecção de cigarros. Por não ter cheiro e nem cor, é difícil de ser detectada pelos agentes penitenciários.

De acordo com o JC NET, em Assis, visitante teria tentado entrar em uma penitenciária com pedaço de papel suspeito de conter K4 oculto no crachá de identificação.

Em Pirajuí, agentes apreenderam com homem que iria visitar familiar em uma das penitenciárias dezenas de papéis adesivos, também suspeitos de serem o entorpecente sintético, em meio a rolos de papel higiênico.

Em uma penitenciária de Paraguaçu Paulista, a droga teria sido achada dentro de um Sedex.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) negou apreensões da droga em presídios da região, mas não respondeu questionamento sobre o registro de casos suspeitos. 

A confirmação de que os materiais apreendidos realmente se tratam de K4 depende de exames realizados pelo Instituto de Criminalística da capital. 

 





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