Além da multa de R$ 25,3 mil, propriedade também mantinha 50 suínos em área de preservação permanente
Mais um caso de maus-tratos contra animais foi registrado em Marília, reforçando a preocupação de autoridades e defensores da causa animal com a repetição desse tipo de crime na região.
Durante uma fiscalização, equipes da Polícia Ambiental encontraram dois cães e seis galos em situação de maus-tratos, além de constatarem degradação em uma Área de Preservação Permanente (APP), no prolongamento da Via Expressa, no Jardim Portal do Sol, zona sul da cidade
O proprietário da área, um carpinteiro de 56 anos, foi preso em flagrante e permaneceu à disposição da Justiça para audiência de custódia. Por se tratar de crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante.
Cães acorrentados e sem condições mínimas
Segundo a Polícia Ambiental, os dois cães eram mantidos presos por correntes curtas e cordas amarradas diretamente ao pescoço, sem coleiras apropriadas, o que provocava sofrimento e risco de lesões.
Além disso, os animais estavam em ambiente insalubre, sem quantidade suficiente de água e alimento e sem abrigo adequado contra o sol e a chuva.
Um médico-veterinário acionado pelos policiais realizou avaliação clínica no local e confirmou tecnicamente a ocorrência de maus-tratos. Os cães foram apreendidos e encaminhados para receber atendimento veterinário e os cuidados necessários.
Durante a mesma fiscalização, os policiais encontraram seis galos com esporas cortadas, apresentando lesões decorrentes da mutilação e indícios de manejo incompatível com a legislação de proteção animal. As aves também foram apreendidas e encaminhadas para acolhimento especializado.
Degradação ambiental
Além dos crimes contra os animais, a equipe constatou que havia uma pocilga improvisada, construída com pallets e arame, instalada dentro de uma Área de Preservação Permanente (APP).
No local eram mantidos aproximadamente 50 suínos, situação que, segundo a Polícia Ambiental, dificultava a regeneração da vegetação nativa e caracterizava degradação ambiental.
Os animais permaneceram no local apenas na condição de fiel depositário até a adoção das medidas cabíveis. Pelas irregularidades constatadas, foram aplicadas multas administrativas que totalizam R$ 25.300,00.

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