PM's raspam a cabeça em apoio a colega em tratamento

‘Eu me sinto especial’, diz Viviane, que descobriu doença em setembro.
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A luta de Viviane Freitas, soldado da Polícia Militar em Serra Azul (266 quilômetros de Marília), contra um câncer de mama ganhou um capítulo especial no último fim de semana. Depois de perder os cabelos devido ao tratamento iniciado este ano, a paciente foi surpreendida com um vídeo em que cerca de cem policiais da 4ª Companhia da PM aparecem com a cabeça raspada. A homenagem repercutiu nas redes sociais.

"Eu me sinto especial. Receber uma homenagem dessa de tantas pessoas, de alguns que a gente nem é tão próxima. (...) São meus amigos e me deram a maior energia positiva possível", diz. Viviane foi diagnosticada com câncer de mama em setembro do ano passado. Submetida a sessões de quimioterapia desde janeiro, ela perdeu cabelo e raspou a cabeça pelo tratamento.

Colega de companhia, o cabo Marco Antônio Alípio Pereira de Carvalho conta que ficou sensibilizado com o momento difícil enfrentado por Viviane e sugeriu a seus superiores que todos os homens da companhia raspassem a cabeça.

No último sábado (5), quando a PM abriu sua página no Facebook, se deparou com a surpresa: um vídeo com a mensagem "Juntos Somos Fortes" e fotos de policiais de Serra Azul, Serrana (SP), São Simão, Serrana (SP), Guatapará (SP), Luiz Antônio (SP), Cravinhos (SP) e Santa Rosa de Viterbo (SP), todos com a cabeça raspada, em sinal de solidariedade.

"É uma pessoa muito querida. Pra mobilizar uma companhia inteira, como a nossa companhia de São Simão, tem que ser uma pessoa que a gente gosta muito. A gente não quer ser mártir. É só uma homenagem a ela e a todas as mulheres que estão passando por isso, porque pra mulher raspar a cabeça é impactante, ela sente mais que o homem", afirma Carvalho.

Viviane, que dias antes chegou a ser excluída de um grupo do WhatsApp dos policiais para que não descobrisse a surpresa, afirma que o vídeo lhe deu mais disposição para superar as dificuldades que ainda tem pela frente. Ela se considera otimista para a cura e para retornar ao trabalho após o tratamento, com mais quatro meses de quimioterapia antes das sessões de radioterapia.

"A gente volta com muito mais amor no coração e eu quero fazer por eles o que eles fizeram por mim, me dedicar mais ao trabalho, aos meus companheiros de trabalho e ser exemplo para as mulheres que estão passando pelo câncer. Não é o fim, é um renascimento", conta a PM.

G1





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