As Delegacias da Polícia Federal de Marília e de Guaíra/PR realizaram uma operação conjunta contra uma rede criminosa transnacional responsável pelo ingresso e distribuição ilegal de eletrônicos de alto valor no território brasileiro. Foram cumpridos cinco mandados de busca e três de prisão preventiva.
Na região, a operação Circuito Fechado mobilizou cerca de 50 policiais federais e está sendo realizada nas cidades de Assis, Loanda, Santa Isabel do Ivaí, Umuarama (todas no Paraná) e em Mundo Novo/MS. Em Assis, por exemplo, foram cumpridos dois mandados de busca e um de prisão preventiva, além da apreensão de mercadorias contrabandeadas.

As investigações tiveram início em 2024, após a apreensão de grande quantidade de aparelhos celulares na região de Guaíra/PR, fronteira entre o Brasil e o Paraguai. A Polícia Federal identificou organização criminosa estruturada, estável e hierarquizada, voltada ao transporte, ao financiamento e à revenda de produtos introduzidos irregularmente em território nacional.
Paralelamente, a Polícia Federal de Marília também já realizada uma investigação semelhante em Assis, resultando numa única operação mesmo porque os casos envolviam contrabando.
Uso de "laranjas"

O grupo atuava em rotas clandestinas que conectavam o Paraguai a municípios brasileiros nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, utilizando veículos registrados em nome de terceiros, empresas de fachada e contas bancárias intermediárias para ocultar a origem dos bens e dos valores movimentados.
As apurações financeiras indicam que o grupo movimentou, apenas em créditos identificados, aproximadamente R$ 32 milhões ao longo de quatro anos, confirmando a dimensão econômica da atividade criminosa e o impacto do esquema sobre a economia formal.

Por decisão da Justiça Federal de Guaíra/PR, foram expedidos 10 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, além do sequestro de bens móveis e imóveis relacionados à atividade criminosa. Todos vão responder pelos crimes de organização criminosa, descaminho e lavagem de dinheiro.
Barreiras eram monitoradas...

A investigação comprovou que o grupo realizava viagens semanais para o transporte de centenas de aparelhos celulares, utilizando comunicação criptografada, aplicativos de mensagens e monitoramento em tempo real de barreiras policiais e fiscais, além de movimentar valores expressivos por meio de contas de interpostas pessoas físicas e jurídicas.
O nome “Circuito Fechado” faz referência à vigilância constante mantida pelo grupo criminoso sobre as rotas clandestinas e à ação coordenada da Polícia Federal, que fechou o cerco sobre toda a estrutura ilícita.
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