A gravação da conversa entre o empresário Joesley Batista, da J&F, e o presidente Michel Temer, em 7 de março no Palácio do Jaburu, não foi editada. Foi o que concluiu a perícia da Polícia Federal (PF), segundo informação divulgada neste sábado (24) pela imprensa.
O laudo, no entanto, admite interrupções na conversa, ainda de acordo com o jornal. Segundo os peritos, o gravador usado por Batista durante o diálogo pausa a gravação automaticamente em momentos de silêncio e retoma quando identifica som. No total, o áudio apresenta mais de 100 interrupções que teriam sido classificadas como “naturais” pelos peritos.
Se a perícia tivesse identificado alterações no áudio, a defesa do presidente poderia questionar o valor da gravação em si como prova, e, no limite, levar à sua inutilização. Constatada a fraude, a própria delação de Joesley estaria sob risco — já que ele teria quebrado uma das cláusulas do contrato.
O laudo contesta uma das principais teses da defesa de Temer em torno dos questionamentos à integridade dos áudios. A expectativa agora é que o resultado da perícia seja anexado à denúncia contra Temer que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar nos próximos dias.
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