Penitenciária de Marília completa 30 anos e enfrenta superlotação

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Secretaria afirma que, apesar disso, unidade passou por "desafios e conquistas". Problema ocorre maior no sistema fechado. 

Uma reportagem especial, distribuída pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), destacou os 30 anos dapenitenciária de Marília, na qual procura destacar as "diversas alterações em sua estrutura organizacional e também física (...) com objetivo de proporcionar melhorias para servidores e reeducandos".

Mas, no próprio site, os números mostram uma realidade um pouco diferente. No sistema "fechado", onde os presos cumprem pena sem direito a trabalhar do lado externo durante o dia, os números indicam que a unidade está com uma população carcerária de 1.325 pessoas, para uma capacidade "ideal" de 622, ou seja, mais que o dobro.

No sistema semiaberto, a situação é melhor: para 570 vagas, está com 552 internos, ou seja, abaixo da capacidade. Estes números não foram informados na matéria.

"Nesses 30 anos, apesar das dificuldades, a busca pela excelência, o cumprimento das leis e tratados internacionais e o respeito à dignidade da pessoa humana prevaleceram. O profissionalismo dos servidores que aqui estão e que por aqui passaram ao longo de três décadas é algo digno de louvor", afirma o diretor da penitenciária, Antônio Rodrigues do Santos Filho.

TRANSFORMAÇÕES

A unidade foi inaugurada no dia 29 de março de 1989, com a denominação de "Casa de Detenção de Marília", com objetivo de atender apenas os presos em flagrante ou aguardando julgamento, mas na prática recebeu apenas aqueles já condenados. 

Quase dez anos depois, foi implantado o sistema semiaberto: os presos, já em progressão de pena, ganham o direito de trabalhar durante o dia, retornando à unidade no período noturno. Hoje, prestam serviços principalmente à Prefeitura (através de convênio) ou ao próprio Estado.







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