A Associação Paulista de Supermercados (APAS) divulgou nesta semana uma carta aberta à população afirmando que a restrição ao funcionamento dos supermercados aos finais de semana não resolve a situação que o país enfrenta de pandemia da Covid-19.
Essa é uma resposta ao movimento que está ocorrendo em algumas cidades e regiões do interior para fechamento desses estabelecimentos aos sábados e domingos.
A entidade garante que todas as medidas de segurança contra o novo coronavírus estão sendo adotadas nos estabelecimentos, inclusive barreiras físicas nos caixas, distanciamento social nas lojas e outras que ainda estão sendo estudadas por um comitê de contingência que foi criado pela APAS.
Foi criada até uma cartilha com as orientações
Tanto que hoje um estudo elaborado por médicos do Comitê de Doenças Infecciosas da Associação de Medicina do Texas (EUA) classificou fazer compras em supermercados como atividade de risco baixo-moderado, sendo mais seguro que muitas atividades corriqueiras, como o simples fato de caminhar no centro da cidade, por exemplo.
Medidas judiciais
A APAS informou ainda que estão sendo adotadas medidas judiciais para reverter esses decretos que restringem o funcionamento dos supermercados, prejudicando diretamente a população.
"Imagine tirarem de você o direito de comprar o que, na sua concepção, você entende como essencial para suprir as suas necessidades imediatas. Isto, infelizmente, tem acontecido em algumas cidades do Estado de São Paulo e, o pior, em tempos de pandemia", afirma a entidade na nota oficial.
E acrescenta que "o restringir o funcionamento dos supermercados, a população se vê obrigada a aglomerar em filas nas portas dos estabelecimentos, o que vai na contramão de qualquer medida razoável em tempos aonde o distanciamento social é a melhor prevenção".
Além disso, se fecha em determinada cidade, os moradores acabam se deslocando para municípios vizinhos para fazer suas compras "o que pode propagar ainda mais a disseminação do vírus".
"O direito de acesso aos serviços essenciais e as medias de distanciamento social precisam ser respeitadas para que esta pandemia seja superada sem causar mais traumas em nossa sociedade", concluiu a entidade.
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