A soma das promessas de cortes de emissões de CO2 que 146 países estão levando à cúpula do clima de Paris em dezembro não é metade daquela necessária para frear o aquecimento global "perigoso". Essa é a conclusão do novo relatório do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) que avalia o avanço das políticas de clima.
Segundo o relatório, o melhor cenário que se pode esperar hoje na projeção para o ano de 2030 é um corte de 11 GtCO2/ano (bilhões de toneladas de CO2 por ano) na cota global. Para evitar que o planeta tenha um acréscimo de 2°C em sua temperatura média, considerado "perigoso", o corte teria de ser de 23 GtCO2/ano, afirma o estudo que calcula o tamanho da "lacuna" entre a ação prometida e a ação necessária.
Dos 196 países membros da Convenção do Clima da ONU, 146 já entregaram seus INDCs.
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