Pai que matou filho de 6 anos ao arremessar mochila com facas tem prisão mantida pela Justiça

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A Justiça do Amazonas converteu em prisão preventiva a detenção de um homem de 24 anos suspeito de provocar a morte do próprio filho, de apenas seis anos, ao jogar uma mochila contendo duas facas contra a criança. O caso, ocorrido no município de Itapiranga, causou forte comoção na comunidade e segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo as investigações, o pai (Reulist Valente Miranda) levou o pequeno Raelyson da Silva ao hospital alegando inicialmente que o menino havia sofrido um acidente doméstico ao cair sobre uma faca. A versão, porém, levantou suspeitas devido à gravidade dos ferimentos.

Durante o depoimento à polícia, o homem mudou a versão e confessou que atingiu o filho com uma mochila enquanto tentava castigá-lo por uma suposta desobediência.

Segundo ele, havia utilizado a mochila em uma pescaria no dia anterior e esqueceu que duas facas permaneciam no interior do objeto. Com o impacto, uma das lâminas perfurou o tecido da mochila e atingiu as costas da criança. O
 menino chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Perícia e investigação

A Polícia Civil informou que a mochila foi apreendida e passa por perícia. Os investigadores confirmaram a existência de uma perfuração compatível com a lâmina encontrada no objeto. Imagens de câmeras de segurança também estão sendo analisadas para ajudar a esclarecer a dinâmica da ocorrência.

De acordo com a investigação, o suspeito estava sob efeito de álcool e outras drogas no momento da agressão. A informação fará parte do inquérito policial. Além disso, durante a audiência, Reulist chorou e afirmou que só soube da morte do filho naquele momento, alegando acreditar que a criança ainda estivesse internada em uma unidade de saúde local.

Prisão preventiva

Após audiência de custódia, a Justiça determinou que o investigado permaneça preso preventivamente. O inquérito deverá apontar se ele responderá por homicídio doloso qualificado ou se o caso será enquadrado como maus-tratos com resultado morte.

A tragédia provocou grande repercussão em Itapiranga. A escola onde o menino estudava divulgou nota lamentando a perda e prestando solidariedade à família e à comunidade escolar. No texto, a instituição declarou que a perda de uma criança "dilacera toda a comunidade escolar" e descreveu o pequeno Raelyson como uma presença "cheia de luz, alegria e sonhos".





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