Uma força-tarefa, envolvendo representantes das ONGs Spaddes e Frida, com apoio das polícias Militar e Ambiental, foi mobilizada em Marília para apurar denúncias de maus-tratos contra dois cães, inclusive um filhote. A denúncia foi reforçada por áudios em que era possível ouvir as agressões. O dono foi multado e agora deve responder a inquérito policial.
O caso ocorreu na Rua José de Anchieta, região central de Marília. Várias denúncias apontavam que dois animais eram espancados pelos seus tutores. Havia até mesmo um áudio em que era possível ouvir uma mulher gritando: “eu acabei de limpar aqui seu desgraçado e você vem mijar aqui”
Por isso, os integrantes das ONGs estiveram fiscalizando o local, com apoio da Polícia Militar. Eles foram recebidos por um casal de jovens e no quintal foi encontrados os dois animais, um filhote macho (sem raça definida) e uma fêmea da raça Shihtzu, de aproximadamente três anos. Ambos apresentavam hematomas e outros sinais de agressões.
O casal teria confessado as agressões contra os animais, mas alegaram que a voz que aparece no áudio seria de uma mulher que não mora mais em Marília. Todavia, quando a equipe das ONGs pediu para que o casal de aproximasse dos cães, foi possível constatar o medo deles de novas agressões (com muito medo chegavam a deitar no chão).
Os animais foram recolhidos pelas ONGs e encaminhados para tratamento médico veterinário.
Responsabilidade
Diante dessa situação, a Polícia Ambiental também foi acionada e constatou que a cachorrinha da raça Shihtzu apresentava diversas feridas pelo corpo.
O jovem que seria o tutor foi levado à Central de Polícia Judiciária, prestou depoimento e foi liberado.
Ele foi multado em R$ 3 mil e deve responder a inquérito criminal. A Polícia Civil também pretende localizar a mulher apontada como agressora, para que possa ser ouvida. A pena por maus-tratos varia de 2 a 5 anos de prisão.
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