Nomeação de Lula: protestos explodem pelo país

Em Marília, população é convocada a sair de casa com camiseta preta
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"Movimento Brasil de luto. Amanhã (hoje), dia 17 de março, todos que estão indignados com a nomeação de Lula como ministro devem sair vestidos com camisa preta.
Se cada brasileiro repassar para 2 amigos, em pouco tempo teremos o Brasil inteiro ciente dessa iniciativa
".

Este é o texto que está circulando pelos grupos e celulares WhatsApp por Marília e todo o Brasil como mais uma manifestação popular contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, feita pela presidenta Dilma Rousseff. Na noite desta quarta-feira, ocorream protestos por todo o Brasil. Houve violência em Brasília, onde 5 mil pessoas se concentraram em frente ao Palácio do Planalto.

Manifestação em Marília no último domingo.

Pelas redes sociais, diversas postagens convidavam quem estivesse insatisfeito a participar da manifestação onde estivesse, batendo panelas ou buzinando. As manifestações também seguem nas ruas. Houve registros de protestos em pelo menos 15 estados e no Distrito Federal.

Foram registradas manifestações no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Brasília, Recife, Curitiba e Porto Alegre. Em MARÍLIA a Polícia Militar não registrou nenhuma manifestação ou incidentes. Na região, houve buzinaço. Cerca de 200 pessoas se concentraram na avenida Getúlio Vargas. O ato não estava previamente agendado e foi mobilizado espontaneamente a partir das redes sociais.

CONFRONTO - Em Brasília, houve confronto entre manifestantes e policiais, que impediam a subida à cobertura do Congresso Nacional. Uma bomba foi escutada nas proximidades e há registros de feridos.

O Corpo de Bombeiros do DF informou que 15 pessoas foram atendidas até o momento na manifestação em frente ao edifício. Não houve registro de ocorrência com ferimento grave. Entre as ocorrências estava a de um rapaz com a mão cortada e inconsciente.

GRAMPO - A revolta popular foi ainda maior após a divulgação de várias conversas telefônicas do ex-presidente Lula, gravadas pela Polícia Federal foram divulgadas, inclusive com a presidente Dilma. O fim do sigilo do processo foi determinado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação "Lava Jato".

As interceptações telefônicas começaram no dia 19 de fevereiro. Numa delas, Lula conversa com a presidente Dilma  (gravada no início da tarde de quarta-feira), depois do anúncio de que o ex-presidente seria ministro da Casa Civil. A presidente ligou para o celular do assessor de Lula.

Dilma: Lula, deixa eu te falar uma coisa.
Lula: Fala, querida, ahn...
Dilma: Seguinte, eu tô mandando o "Bessias" junto com o papel pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse, tá?!
Lula: "Uhum". Tá bom, tá bom.
Dilma: Só isso, você espera aí que ele tá indo aí.
Lula: Tá bom, eu tô aqui, eu fico aguardando.

Veja reportagem que mostra as conversas de Lula que foram interceptadas pela Polícia Federal:





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