Índice de Confiança do Consumidor sai da zona de pessimismo após 15 meses consecutivos

Atinge 100 pontos em agosto. Segundo a FecomercioSP, marca não era alcançada desde abril de 2015
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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do município de São Paulo registrou 100 pontos em agosto, marca que delimita a fronteira entre pessimismo e otimismo. O indicador passou dos 97,7 pontos em julho para os 100 pontos neste mês, crescimento de 2,4%.

Desde abril de 2015 o índice permanecia abaixo dessa pontuação, refletindo o pessimismo do consumidor. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a elevação é ainda mais expressiva (18,2%).

O ICC é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Composto pelo Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e pelo Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), o indicador varia de zero a 200 pontos, sendo que abaixo de 100 pontos significa pessimismo e acima de 100, otimismo.

O otimismo do consumidor foi retomado em agosto, graças ao aumento de 6,6% no índice que mede a percepção sobre as condições econômicas atuais (ICEA) que passou de 51,3 em julho para 54,7 pontos neste mês. No comparativo anual, porém, o subíndice ainda é 7,8% menor quando comparado aos 59,3 pontos apurados em agosto de 2015.

CONFIANÇA MAIOR - Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, apesar da recuperação em relação ao mês anterior, as condições econômicas atuais do brasileiro permanecem ruins (inflação alta, desemprego em elevação e crédito escasso e caro) e a alta da confiança do consumidor nos últimos meses foi quase que inteiramente motivada pela melhora nas expectativas iniciada durante o começo do governo interino.

Ainda assim, tanto a confiança dos consumidores como a dos empresários vem surpreendendo positivamente, com seguidas altas. Para a Entidade, já existem sinais mais concretos, ainda que sutis, que sugerem um segundo semestre melhor que o primeiro. No entanto, a recuperação do nível de atividade de maneira mais sustentável depende das reformas fiscais propostas, que são fundamentais para a queda dos juros, a estabilização do Real e, consequentemente, para a normalização do ciclo de consumo.





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