A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza as campanhas. Nesta quinta-feira, os candidatos à presidência no segundo turno, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concordaram em abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
No documento, dirigido ao ministro André Mendonça, ambos autorizam a quebra imediata, total e simultânea. O objetivo é que os dados estejam públicos antes do debate da Globo na próxima sexta-feira (23). Agora, a decisão está nas mãos do ministro André Mendonça (presidente do TSE).
O acordo foi assinado após reunião entre as duas campanhas e integrantes do TSE nesta manhã. O documento foi elaborado pela campanha do petista.
O documento foi oficializado depois de a campanha petista sinalizar ter aceitado as exigências impostas por Flávio. Lula assinou digitalmente o documento e Bucchianeri assinou com procuração de Flávio.
Segundo os coordenadores das campanhas, ficou acordado que as procurações pendentes serão entregues ao até as 23h59 desta quinta-feira.
Os documentos são necessários para autorizar o acesso a dados de terceiros, uma vez que nem Lula nem Flávio podem consentir com a quebra de sigilo em nome de outras pessoas.
Após o recebimento das procurações, conforme previsto na petição assinada, caberá ao ministro André Mendonça requisitar os dados ao Banco Central, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia. Ele é o relator do pedido para levantar os sigilos.
O acordo também prevê que, após o envio das informações pelos órgãos e pelas empresas, os dados sejam divulgados simultaneamente em um site de acesso público. Fotos: Renato Pizzutto/Band.
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