Mulher é presa acusada de operar esquema bilionário envolvendo criminosos chineses e o PCC

Compartilhe:




Uma mulher de 45 anos foi presa pela Polícia Civil, em Assis, acusada de atuar como coordenadora de um esquema bilionário de desvio de recursos por meio da distribuição de produtos eletrônicos no Estado de São Paulo, envolvendo uma organização criminosa chinesa e a facção criminosa PCC.

A prisão ocorreu durante a deflagração da operação “Dark Trader”, envolvendo o GOE (Grupo de Operações Especiais) e de policiais civis das unidades especializadas DISE e DIG de Assis, em apoio ao DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) responsável pela coordenação da força-tarefa. A operação contou ainda com a participação do Ministério Público e da Receita Estadual. 

Celular da mulher presa em Assis foi apreendido e deve ser rastreado.

De acordo com as investigações, o esquema teria movimentado mais de um bilhão de reais em apenas sete meses. A apuração aponta para um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro envolvendo a comercialização e distribuição de produtos eletrônicos.

Sequestro de valores

No total, foram cumpridos 23 mandados judiciais nos estados de São Paulo e Santa Catarina, sendo 20 mandados de busca domiciliar e três mandados de prisão.

Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de imóveis de alto valor, apreensão de veículos de luxo (foto) e o bloqueio de diversas contas bancárias, como forma de descapitalizar o grupo investigado e assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos.

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira da organização criminosa.

A Polícia Civil reforçou que a operação representa um importante avanço no combate a crimes de lavagem de dinheiro e à atuação de organizações criminosas no Estado.


Como funcionava o esquema

A organização criminosa utilizava engenharia financeira complexa para desviar e pulverizar recursos, dificultando o rastreamento. Em resumo, o esquema funcionava da seguinte maneira:

  • As vendas eram realizadas por uma empresa principal do grupo;
  • Os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada;
  • Notas fiscais frias eram emitidas por terceiros;
  • As contas funcionavam como "contas-balde" destinadas a concentrar valores;
  • Posteriormente, os recursos eram pulverizados em contas de terceiros e "laranjas".




Receba nossas notícias no seu celular: Clique Aqui.
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288


Desenvolvido por StrikeOn.