É o chamado golpe do falso intermediário. Confira dicas para não ser vítima
Apesar dos alertas da polícia para que as pessoas tomem cuidado com esse tipo de crime, mais pessoas são vítimas do chamado "estelionato digital" em Marília. É o caso de uma mulher de 41 anos que perdeu R$ 11,1 mil na falsa compra de um veículo utilizando o aplicativo OLX.
Ela se interessou pelo anúncio no site que oferecia um veículo Prisma por R$ 13,5 mil. A mulher entrou em contato com o vendedor por aplicativo de mensagem. O golpista disse que uma pessoa levaria o carro para análise, mas pediu para não detalhar o negócio porque haveriam outros interessados.
A mulher conta que conseguiu ver o automóvel e levá-lo ao mecânico. Como estava em boas condições, ligou novamente ao suposto "vendedor".
Mal sabia que estava entrando numa tremenda roubada: fez um PIX no valor de R$ 2,4 mil e na sequência uma transferência bancária de R$ 8,7 mil para efetuar a compra. Pouco depois do depósito o golpista bloqueou o aplicativo de conversa e a vítima não obteve mais contato.
Desesperada, a mulher conseguiu falar com a responsável por apresentar o veículo que, na verdade, era a verdadeira proprietária.
Mas, ela estava vendendo o Prisma por R$ 24,7 mil. Sem ter o que fazer, a vítima registrou boletim de ocorrência e o caso será investigado como estelionato.
Afinal, o que fazer para não ser vítima? Confira abaixo:
Desconfie do preço muito baixo - Os golpistas lançam valores bem abaixo do mercado para atrair clientes, que acabam por dar um sinal ávidos por fechar logo um suposto bom negócio. Verifique, por exemplo, na tabela FIPE o modelo anunciado.
Antes de paga - Não caia na conversa do vendedor, pelo telefone ou WhatsApp, de que precisa do dinheiro com urgência ou para assegurar a compra.
Não faça pagamento a terceiros - Geralmente, os bandidos usam as contas de laranjas (cúmplices ou não) para solicitar os depósitos e dificultar o rastreamento e a recuperação do dinheiro.
Não pague nada adiantado - O vendedor que pede um valor como entrada para garantir o negócio e fazer a “reserva” do carro está jogando com o impulso do comprador.
Vendedor clonado - Os golpes podem envolver até lojas. Uma modalidade de falcatrua que ganhou força nos últimos tempos é a clonagem de anúncios.
Teatro com terceiros - Os criminosos também fazem vítimas entre particulares que põem seus carros à venda. São vários os casos em que uma pessoa se passa por comprador interessado em determinado anúncio e começa a negociar por aplicativo de mensagem.
Atento ao WhatsApp - Fique atento ao número do celular da pessoa que está na negociação. Já dá para desconfiar se o DDD que aparece é distante da cidade onde o carro está anunciado.
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