Morte em Vera Cruz: "ele foi um verdadeiro assassino", diz família. Advogado apresenta versão

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A morte do açougueiro Carlos Eduardo Santos da Silva, de 37 anos, neste fim de semana, vítima de grave acidente próximo a Vera Cruz, causou muita tristeza e revolta.

"Eu vi tudo e cheguei perto dele e disse: você matou meu genro", afirmou o funcionário público municipal, Ari Pereira de Oliveira, em entrevista exclusiva ao portal Visão Notícias. Já o advogado de defesa do motorista causador do acidente garantiu que o seu cliente não estava embriagado e que a batida teria sido causada por uma curva sem sinalização e defeito num dos pneus (ver no final da matéria).

O corpo de Carlos Eduardo Santos da Silva foi enterrado ontem à tarde no cemitério Parque das Orquídeas, em Marília, reunindo cerca de 300 pessoas, entre familiares, amigos e funcionários do supermercado Tauste, onde trabalhava.

O acidente aconteceu na estrada vicinal que dá acesso a cidade de Vera Cruz, nas proximidades do Magnum motel. A polícia ainda investiga as circunstâncias. Com o violento impacto, Carlos Eduardo morreu no local, preso nas ferragens.

VERSÃO DA FAMÍLIA - Ari Pereira, que é uma das testemunhas do acidente e prestou depoimento nesta tarde na Delegacia de Vera Cruz, disse ao Visão Notícias que convidou o seu futuro genro para jantar na sua casa, em Vera Cruz.

"Eu passei no supermercado e disse prá eler jantar em casa. Como os filhos dele (do primeiro casamento) não quiseram ir, fui com minha filha e esposa no meu carro, enquanto que Carlos EDuardo vinha logo atrás".

Morte trágica do rapaz foi presenciada pela atual companheira.

Ari relata que na estrada vicinal foi surpreendido com o carro do acusado do acidente (um UP, placas de Marília) que fazia zigue-zague na pista.

"Ele passou por um triz do meu carro e logo em seguida em ouvi a batida". Imediatamente correu para o local do acidente e, segundo Ari, o motorista causador ainda tentou fugir com o carro, mas como não conseguiu, saiu correndo. Ele estaria embriagado, afirma. 

Emocionado, Ari lembra que a vítima estava presa nas ferragens e deu seus últimos sinais de vida na frente da sua atual companheira (estavam namorando há cerca de um ano e pretendiam casar em janeiro). "Você matou meu genro", lembra Ari de ter falado ao rapaz.

OUTRO LADO - Agora à noite, o advogado do motorista causador do acidente, Adriano Procópío de Souza, manteve contato com a redação do portal Visão Notícias, informando que seu cliente (J.A. de 32 anos, morador em Marília) esteve nesta segunda-feira à tarde na Delegacia de Vera Cruz apresentando sua versão sobre o acidente.

Ele disse que seu cliente tinha jantado numa chácara em Vera Cruz e retornava para Marília dirigindo o carro do irmão dele e não tinha ingerido nenhum tipo de bebida alcoólica.

Segundo a defesa, acidente teria ocorrido nesta curva, sem sinalização.

A suspeita, segundo a defesa, é de que um dos pneus traseiros estaria "murcho" e por isso ele perdeu o controle numa curva, fazendo zigue-zague na pista e atingiu o veículo da vítima. Nessa curva não haveria sinalização e era primeira vez que passava pelo local. 

O advogado afirma que seu cliente fugiu do local porque, logo após a batida, foi ver como estava o outro motorista e teria sido agredido inicialmente por uma mulher e depois ameaçado por um homem.

"Ele temia ser linchado", afirmou o dr. Adriano, contestando a versão de que poderia estar embriagado.

 

 







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