A indicação do ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes, para o Supremo Tribunal Federal encontra resistência entre alunos e professores da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde ele estudou e leciona.
Sob o peso de tanta tradição e prestígio das Arcadas ganha corpo mobilização do Centro Acadêmico XI de Agosto que prepara, para a próxima segunda-feira, 20, um ato de juristas "em repúdio" à nomeação. Moraes se graduou em Direito na USP e é professor associado de Direito Constitucional.
O ato está marcado para as 18hs n largo São Francisco, que fica em frente à faculdade, no centro da capital. Os organizadores esperam reunir cerca de 3 mil pessoas. "É o numero de pessoas que, pela internet, confirmaram e demonstraram interesse em participar", disse o diretor-geral do Centro Acadêmico XI de Agosto, Felipe Martinez, de 23 anos, aluno do 7º semestre. Segundo ele, devem participar do ato professores e alunos do curso de Direito da USP e também da PUC, além de nomes ligados a movimentos sociais e políticos.
Entre os que se comprometeram a dar apoio ao manifesto, segundo o estudante, estão o vereador paulistano e ex-senador Eduardo Suplicy (PT) e o deputado federal Wadih Damous (PT-SP), que nesta semana protocolou pedido de sindicância contra Moraes no Conselho de Ética da universidade, acusando-o de plágio. Os organizadores pretendem também protocolar outro pedido de sindicância contra Moraes, sob a acusação de ter copiado indevidamente trechos de outros livros em sua tese de doutoramento.
Procurado pela reportagem por meio de sua assessoria, Alexandre de Moraes não quis se pronunciar sobre o assunto.
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