A modelo californiana Lauren Wasser, 27 anos, teve que amputar a perna e quase morreu ao desenvolver uma síndrome rara chamada de choque tóxico (SCT) há três anos. Laura alega que contraiu a doença por causa do uso de um absorvente interno.
Em entrevista à revista 'People', que estará nas bancas na próxima semana, a norte-americana afirmou que não vai mais usar absorventes internos. "Se eu soubesse que o choque tóxico era real, e se tivesse visto alguém que perdeu a perna ou tenha falado isso publicamente, eu nunca teria usado absorventes internos", lamenta.
Laura pretende conscientizar outras meninas sobre os riscos do uso do produto. "Isso não é apenas sobre mim. É sobre o futuro, é sobre essas meninas jovens que usam absorventes internos o tempo todo", disse a modelo.
Relembre o caso - Laura Wasser, na época com 24 anos, estava acostumada a usar absorventes internos, mas não tinha muitas informações sobre o produto. A síndrome foi contraída porque ela não conhecia a regra de trocar o protetor menstrual de quatro a oito horas, inclusive durante a noite.
Segundo a modelo, o aviso legal na caixa de absorventes não estava claro o suficiente e, por isso, ela está processando a marca Kotex.Segundo ela, durante uma festa começou a passar mal e voltou para casa.
Depois disso, ela foi encontrada de bruços no chão do quarto, com uma febre de 41 graus. Lauren foi levada às pressas para o hospital.
Ela foi diagnosticada com Síndrome do Choque Tóxico, uma complicação de infecções bacterianas, geralmente envolvendo bactérias estafilococos. O problema associado ao uso de absorvente interno atualmente não é comum, mas, durante os anos 1980, o uso do protetor menstrual Proctor & Gamble causou diversas mortes.
A infecção se transformou em gangrena e ela teve que amputar metade de sua perna direita. Segundo estudos, a síndrome afeta cerca de 1 a cada 100.000 pessoas.
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