O número de mortos pelo terremoto de 7,1 no centro do México subiu para 225nesta quarta-feira (20), segundo relato de autoridades e cidadãos que buscam
sobreviventes entre os escombros de edifícios derrubados na capital do país.
Pelo menos 44 edifícios desabaram, nomeadamente uma escola onde já há registo de 21 crianças mortas. O sismo aconteceu precisamente 32 anos depois da maior tragédia do país: um sismo que provocou mais de dez mil mortos em 1985.
É um segundo sismo de grandes proporções em apenas duas semanas, agora com consequências ainda mais devastadoras. Ao início da tarde de terça-feira, o México voltou a tremer: um sismo de magnitude 7,1 na escala de Richter, com epicentro junto a Atencigo, no Estado de Pueblo, e a 57 quilómetros de profundidade.
Apesar de apresentar menor magnitude do que o terramoto de dia 8 de setembro (8,2), o rasto de destruição é bem maior do que o último.
O epicentro deste terramoto encontra-se mais próximo da Cidade do México, a grande metrópole do país. Só nesta zona metropolitana vivem mais de 20 milhões de pessoas, o dobro da população portuguesa. A intensidade do abalo provocou gritos e pânico entre os locais.
Os trabalhos de busca e salvamento continuaram ao longo da tarde e seguem durante a noite. Os alarmes antissísmicos não se ativaram esta terça-feira, mais uma das diferenças em relação ao terramoto de 9 de setembro. Sem o alerta ter sido dado com a devida antecedência, a população não pode abandonar os locais onde se encontravam e proteger-se do sismo.
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