Um verdadeiro barril de pólvora. Atrás das muralhas de concreto é assim que estaria a penitenciária de Marília, tanto o regime fechado como o semiaberto. O motivo seria uma represália da facção criminosa que domina os presídios contra algumas medidas adotadas pela direção local da unidade, como redução da alimentação e também mudanças no sistema de visitas.
Penitenciária está com 771 presos com capacidade para 577.
Os problemas foram denunciados por um agente penitenciário que procurou o portal Visão Notícias, mas por questões óbvias pediu para não ter o nome divulgado. Segundo ele, agentes penitenciários de Marília (pelo menos quatro mais diretamente) estariam sendo jurados de morte e ao mesmo tempo há o risco de uma rebelião a qualquer momento na unidade. Dois deles inclsuive são chefes de plantão.
"Isso vem ocorrendo nos últimos 20 dias. O clima é de medo entre todos", afirmou. O agente informa que o GIR (Grupo de Interveção Rápida - grupo de elite da Secretaria de Administração Penitenciária) constantemente é mobilizado para estar em Marília visando elimitar possíveis focos de indisciplinas.
Aliás, no último fim de semana 15 sentenciados foram transferidos para outras unidades por serem considerados líderes do movimento.
"Mas, não adianta ficar transferindo. Todas as unidades onde a facção atua estão dando solidariedade a Marília contra essas mudanças que os presos não gostaram", afirma o denunciante. Na prática, líderes dessas penitenciárias transmitem orientações aos presos da penitenciária local para possíveis ações.
SEM RESPOSTA - O portal Visão Notícias enviou demanda à assessoria de imprensa da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) que, por sua vez, reencaminhou à direção da unidade de Marília. Mas, até agora (18h20) não havia nenhuma resposta oficial.
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288







