Um médico de 55 anos procurou a polícia após ser vítima de ameaças e tentativa de extorsão em Marília. Os criminosos exigiam dinheiro para que resolver "da melhor forma" um suposto caso de assédio sexual contra uma suposta paciente.
O caso ocorreu no início da noite desta quinta-feira em um condomínio localizado na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, na zona leste da cidade. O médico relatou aos policiais que começou a receber mensagens ameaçadoras por WhatsApp e SMS enviadas por um homem desconhecido.
Nas mensagens, o autor afirmava que sua esposa teria passado por atendimento na clínica do médico junto da filha do casal e acusava a vítima de ter feito “gestos obscenos”, “olhadas” e “piscadinhas” para a mulher.
Na sequência, o criminoso passou a exigir dinheiro para que o caso fosse “resolvido da melhor forma”, fazendo ameaças contra o médico e familiares.
Crime organizado
Ainda conforme o registro policial, o homem dizia integrar o crime organizado e afirmava “comandar Marília inteira”, alegando que faria “a cobrança na altura” caso não recebesse o valor exigido.
As ameaças aumentaram após o criminoso citar informações relacionadas à filha da vítima, inclusive mencionando a escola onde ela estudaria, o que deixou o médico extremamente assustado.
O autor também encaminhou vídeos e imagens de armas de fogo pelo aplicativo, em tom intimidador. No entanto, segundo a vítima, não foi possível identificar a identidade do suspeito nas imagens enviadas. O caso foi registrado como extorsão e ameaça e deverá ser investigado pela Polícia Civil.
O que fazer nestes casos?
Ao receber mensagens de extorsão, nunca faça pagamentos e não responda ao criminoso. Colete todas as provas tirando capturas de tela (prints), bloqueie o contato imediatamente e procure a Delegacia de Polícia Civil para registrar um Boletim de Ocorrência.
Siga um protocolo de ação imediata:
- Pare de pagar e não ceda: O pagamento não garante que as ameaças vão parar e muitas vezes encoraja novas extorsões.
- Preserve as provas: Não apague a conversa. Tire prints que incluam a foto de perfil, o número de telefone ou nome de usuário, data/hora e quaisquer chaves Pix, carteiras de criptomoedas ou contas bancárias indicadas pelos criminosos.
- Bloqueie e denuncie: Use as próprias ferramentas da plataforma (como o WhatsApp ou Instagram) para denunciar o perfil e bloqueá-lo imediatamente.
- Avise seu banco rapidamente: Se você chegou a realizar transferências, contate a central de atendimento do seu banco o mais rápido possível para acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) e tentar recuperar o valor.
- Faça um Boletim de Ocorrência: Vá até a delegacia mais próxima ou acesse a Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Estado de São Paulo para registrar o crime de forma online e oficial.
- Aumente a privacidade: Revise as configurações das suas redes sociais e tranque seus perfis para evitar que golpistas utilizem seus dados, fotos e contatos para aplicar novos golpes.
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