A Justiça marcou para o dia 8 de setembro, às 9h, o jugamento do médico Luiz Antônio Bruniera, acusado de tentativa de homicídio contra um paciente que estava internado, em 1999, em uma clínica de repouso do município de Garça.
O réu teria feito com que a vítima assinasse um testamento, doando todos os bens que receberia em herança para a instituição de saúde, sendo que após a assinatura, mudou o seu tratamento, colocando sua vida em risco.
O médico é acusado pelos crimes de tentativa de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e mediante dissimulação) e falsidade ideológica, conforme decisão da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
De acordo com a denúncia, os crimes teriam ocorrido em 1999. O o médico Luiz Antônio Bruniera era dono de uma clínica de repouso na cidade de Garça. Na época, o paciente foi internado pela segunda vez para tratamento de alcoolismo. Ainda segundo o Ministério Público, antes mesmo da primeira internação, em 1997, a vítima cedeu para sua irmã 50% dos bens que teria direito pela morte de seu pai.
TESTAMENTO - Em setembro daquele ano, a vítima e sua irmã, teriam acertado com a clínica, que o hospital receberia 2% da herança e 0,5% teria como destinatário o funcionário J.C.M. Depois foi feito novo acordo, por meio de novo contrato de cessão de direitos, no qual a irmã repassava à clínica 7,5% dos 50% que receberia de D.
A vítima, de acordo com cópia do testamento, recebera de seu pai apartamento, lojas, prédios, terrenos além do direito a uma parte de um parque de diversões. Douglas teria declarado que o médico sugeriu que ele entregasse ao hospital um percentual maior, correspondente a 40% da herança.
D. diz que recebeu uma medicação e no dia seguinte foi visitado por um grupo de advogados que o fizeram assinar o documento em que doava 40% da herança à clínica. O documento seria o testamento. D. informou que estava confuso e não chegou a ler os tais documentos que assinou.
MORTE ANUNCIADA - A denúncia oferecida à Justiça diz que depois da assinatura, o paciente, que era diabético, passou a receber tratamento diferenciado a base de guloseimas, bolos e chocolates. Também houve a suspensão da aplicação de insulina. Douglas foi retirado da clínica em abril de 2000 e morreu em 2007, vítima de infarto.
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