Casos de violência animal geram protestos e cobrança por ação das autoridades.
O Brasil vive uma explosão de casos de maus-tratos contra animais. Em 2025, o país registrou uma média de 13 novos processos por dia — um total de quase 5 mil ao longo do ano, segundo o Conselho Nacional de Justiça. É um salto de mais de 20% em relação ao ano anterior e impressionantes 1.400% se comparado a 2021.
Os números preocupam e ganham ainda mais força após o assassinato brutal do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. O caso, que chocou o país, mobiliza agora protestos e ações em várias cidades.
Em São Paulo, por exemplo a mobilização está marcada para às 10h de domingo (1º/2), no vão do Masp. Curitiba, Porto Alegre, Belo horizonte, Recife e Salvador são algumas das outras capitais com manifestações previstas.
Cãozinho Orelha
Orelha tinha 10 anos e era conhecido por toda a vizinhança. Dócil, brincalhão, vivia em casinhas comunitárias mantidas por comerciantes locais. Foi encontrado agonizando, vítima de uma agressão brutal na cabeça. Levado a uma clínica veterinária, não resistiu e foi submetido à eutanásia.
A investigação identificou quatro adolescentes como suspeitos. Dois estão em Florianópolis, já os outros dois estão em viagem nos Estados Unidos. A polícia também apura a tentativa de afogamento de outro cão, o Caramelo, na mesma região. E mais: três adultos foram indiciados por coação de testemunha, incluindo parentes dos suspeitos.
Mesmo com o endurecimento da lei em 2020, que prevê pena de até cinco anos de prisão, os casos seguem crescendo. Para entidades de proteção animal, os dados refletem tanto o avanço das denúncias quanto a permanência da violência, especialmente nas áreas urbanas.
A mobilização nacional busca chamar atenção para o problema — que já deixou de ser caso isolado. Ativistas exigem políticas públicas mais eficazes, fiscalização constante e punições que sirvam de exemplo. Katia Maia/Agência Voz.
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