Em virtude da forte resistência no Congresso à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já admite adiar a votação inicialmente prevista para o dia 8 de maio.
Ele acredita que a Câmara deverá começar a votar a PEC a partir do dia 8 de maio. Maia admitiu que hoje o governo não tem votos suficientes para garantir a aprovação, mas afirma que não se trata de um adiamento.
Segundo ele, trata-se de um “aprofundamento na articulação” junto às bancadas para uma melhor compreensão do texto entregue nesta semana pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA).
“Não haverá adiamento, haverá articulação. E a votação quando estivermos a clareza da vitória. Essa não é uma matéria qualquer que a gente pode perder no mérito. É uma matéria que é o coração do Brasil”, disse.
Segundo o presidente, ainda há na cabeça dos deputados e da população uma “contaminação” do texto original. “Houve a interpretação equivocada de que os pobres estavam prejudicados, e não estavam porque a vinculação do salário mínimo nunca saiu”, disse.
Responsável pela articulação do Planalto junto ao Congresso, o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), descarta o termo “adiamento”, mas admite que há necessidade de uma discussão mais aprofundada do texto. “É preciso maturar melhor a discussão de um texto complexo que foi entregue nesta semana.”
Em seu discurso, Imbassahy disse que o texto original tinha uma previsão de economia de R$ 830 bilhões em 10 anos, "duro de roer". "Tinha coisas ali que era realmente difícil de conseguir o voto do parlamentar", disse. Segundo ele, se aprovado o texto do jeito que está, depois das concessões feitas pelo governo no texto original, a economia será de 75% do valor original. Fonte: Estadão.
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