Lula e Moro se encontram hoje, pela primeira vez

Depoimento marcado para começar às 14h. Ele será interrogado por Moro, na condição de réu na Lava Jato.
Compartilhe:




Um dos momentos mais aguardados desde o surgimento do nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas investigações da Lava-Jato ocorre a partir das 14h de hoje, quando o petista ficará frente a frente com aquele que elegeu seu algoz, o juiz Sérgio Moro. A tensão dos últimos dias deu o tom do que, espera-se, deverá ser um “enfrentamento” de alto nível.

Área em torno do prédio da Justiça Federal está bloqueada.

Lula será interrogado por Moro, na condição de réu, em uma das ações penais que correm contra ele na 13ª Vara Federal, sob a acusação de ter recebido propina da OAS, no esquema de corrupção em contratos da Petrobras. Segundo a denúncia, Lula teria recebido da empreiteira um triplex no Guarujá (SP), além do pagamento do armazenamento de bens recebidos durante sua passagem pela Presidência. O ex-presidente nega as acusações.

O encontro entre Lula e Moro alterou a rotina da cidade de Curitiba. A Polícia Militar montou um bloqueio que abrange um raio de 150 metros em torno do prédio da Justiça Federal e apenas jornalistas credenciados e moradores têm acesso ao local. A PM cuida da segurança nas ruas ao redor do edifício, que é monitorado pela Polícia Federal.

Desde o início da semana, vários ônibus com apoiadores do ex-presidente têm chegado à Curitiba. A Frente Brasil Popular divulgou uma programação para esta quarta-feira (10), com debates no acampamento, montado no terreno atrás da Rodoviária de Curitiba, e também no Sindicato dos Engenheiros. Às 14h, a programação indica o depoimento do ex-presidente.

GRAVAÇÃO - O conteúdo do depoimento pode ser conhecido ainda hoje, dependendo do tempo que durar a oitiva. As gravações do interrogatório vão seguir o protocolo das audiências dos demais investigados diante de Sérgio Moro.

Na segunda-feira, o juiz negou pedido da defesa de Lula para gravar com uma câmera móvel o depoimento, com imagens, inclusive do magistrado. Em seu despacho, Moro diz que o ex-presidente e seus advogados pretendem transformar o interrogatório em um “evento político-partidário”.

A defesa recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que confirmou decisão de Moro e nessa terça-feira (9) voltou a negar o pedido. Para o juiz Nivaldo Brunoni, o pedido é “inusitado”.

ÚLTIMA CARTADA - Diante das decisões contrárias, a defesa do ex-presidente entrou no início da noite, com três recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O mais importante pede que a corte considere Sérgio Moro suspeito para julgar a ação contra Lula. Os outros dois pedem o direito à gravação por uma equipe independente e a suspensão do processo. Os três recursos foram protolados em menos de uma hora.





Receba nossas notícias no seu celular: Clique Aqui.
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288


Desenvolvido por StrikeOn.