Em um ano de crise em que muitas empresas seguram os preços para não perder consumidores, a Caixa Econômica Federal não tem o que se queixar. Ela aumentou o valor das apostas dos seus principais jogos lotéricos no final de maio e ainda assim viu sua arrecadação crescer 19,61% nos meses de junho, julho e agosto comparados com o mesmo período do ano anterior.
Questionado, o banco disse que o aumento da arrecadação não decorre apenas do reajuste, mas sim, entre outros fatores, da maior procura por este tipo de produto: sonho.
Apostadores afirmam que estão apostando em um número maior de bilhetes, mesmo pagando mais caro por cada um deles.
Ainda segundo dados da Caixa, nos meses de junho até agosto, o maior crescimento de arrecadação foi da Dupla Sena com 219,46%. O produto lotérico conseguiu arrecadar com as apostas aproximadamente R$ 235,8 milhões. A Quina cresceu 14,34% e recolheu R$ 718 milhões. Porém, quem mais arrecadou foi a Mega-Sena, que teve um aumento de 10,35% e embolsou mais de R$ 1,36 bilhão.
O estatístico Denivaldo da Conceição explica que em um talão com 60 dezenas, como o da Mega-Sena, existe uma chance em 50 milhões de que um apostador escolha apenas seis números e acerte todos eles. “Existem 50 milhões de combinações possíveis com seis dezenas. Se o apostador faz dois jogos diferentes, ele terá uma chance em 25 milhões. Quanto mais jogos, mais chances de ganhar. O mesmo acontece quando a pessoa marca mais do que seis dezenas”, afirma.
Apesar de elevar a possibilidade de garantir o sonhado prêmio, o aumento dos números pesa bastante no bolso do apostador. O jogo simples de seis dezenas custa R$ 3,50. Marcando sete números, o valor sobe para R$ 24,50. Para jogar a aposta máxima de 15 números e ter uma chance em 10 mil de ser grande sorteado, o apostador já precisa ter um bom pé-de-meia e desembolsar R$ 17.517,50, valor que para muitos já seria um bom prêmio.
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