Os líderes de movimentos estudantis que manifestam apoio às ocupações nas escolas estaduais de São Paulo afirmam que não vão desocupar as unidades de ensino. Presidentes da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), e também das Uniões Paulista e Municipal disseram após o anúncio do governador Geraldo Alckmin que ele está fazendo uma manobra para acabar com a mobilização de estudantes.
A presidente da Ubes, Camila Lanes, disse que os estudantes ficaram felizes pelo recuo do governador Alckmin, mas que estão apreensivos quanto ao futuro. "Sentimos a comoção da sociedade paulista e que São Paulo parou para ouvir os estudantes, com solidariedade", afirmou.
Estudantes que ocupam uma das escolas em Marília.
A presidente da Upes, Angela Meyer, disse que o movimento vai pedir um novo decreto que anule o que foi previamente assinado pelo governador, viabilizando o fechamento das escolas. "É um golpe para desmobilizar os secundaristas, não existe respeito com as ocupações", disse Angela.
O presidente da Umes, Marcos Kauê, confirmou que as escolas não serão desocupadas e disse que a reivindicação dos estudantes é o fim da reorganização, e não apenas a suspensão. "O governo tomou a decisão de não discutir o projeto da reorganização, quando o Alckmin diz que dialogou é mentira. Um desrespeito", declarou.
SUSPENSÃO
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta sexta-feira (4) o adiamento, por 1 ano, da reorganização do sistema de ensino público que resultará no fechamento de 93 escolas. A decisão foi tomada após 25 dias de protestos que envolveram a ocupação de cerca de 200 unidades por estudantes e movimentos sociais e manifestações de rua reprimidas pela Polícia Militar.
A decisão foi anunciada no mesmo dia em que o Datafolha apontou que a popularidade do tucano atingiu o nível mais baixo desde que ele assumiu o Palácio dos Bandeirantes pela primeira vez, em 2001. Um terço dos paulistas considera a gestão Alckmin ruim ou péssima.
O secretário da Educação de São Paulo,Herman Voorwald, pediu para deixar a pasta após o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciar suspensão na reorganização das escolas estaduais. Alckmin aceitou o pedido do secretário. Ele estava no cargo desde 2011.
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