Campanha de controle da Leishmaniose completa 220 castrações em dois meses, mas poderia ser bem maior.
A Campanha de Controle da Leishmaniose em Marília, desenvolvida pela Secretaria Municipal da Saúde, completou 220 cães castrados, com 100% de sucesso nas cirurgias, segundo balanço divulgado pela assessoria de imprensa
A ação está focada em bairros da zona norte, com o objetivo é reduzir superpopulação de animais e os riscos da doença. As cirurgias estão sendo realizadas mediante agendamento, conforme o cronograma da Divisão de Zoonoses. O contrato do município prevê 1,2 mil cães.
Os veterinários da Divisão de Zoonoses avaliam, porém, que o total já realizado só não é maior em função da recusa de muitos moradores.
Cerca de 1.000 responsáveis por cães com sorologia negativa foram contatados, mas 80% manifestaram não querer castrar animal, mesmo vivendo em região com casos de leishmaniose.
A clínica contratada pelo município é responsável por buscar e devolver os cães na porta de casa.
O serviço inclui exames, medicamentos e todos os insumos, necessários em pré e pós-operatório. O responsável pelo cão não paga nada.
DESCONHECIMENTO - Segundo a veterinária do serviço municipal, Ticiana Donati dos Reis, as dúvidas decorrem do desconhecimento.
“Algumas pessoas dizem que vão pensar, não retornam contatos, não atendem mais a clínica para agendamento. Na verdade, estão perdendo uma grande oportunidade de castração a custo zero”, alerta.
Os cães castrados já passaram por testagem para leishmaniose, na fase de inquérito canino, com resultado negativo. Os moradores são contatados por telefone.
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