A Polícia Federal, a pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), cumpre hoje (4) mandados de prisão temporária, buscas e apreensão e
condução coercitiva em nova fase da Operação da Lava Jato, informou a Agência Brasil.
A ação tem como foco principal três ex-gerentes da área de Gás e Energia da Petrobras, suspeitos de receberem de mais de R$ 100 milhões em propinas de empreiteiras que eram contratadas pela estatal, além de operadores financeiros que utilizaram empresas de fachada para intermediar propina.
São investigados os crimes de fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em mais de uma dezena de licitações de grande porte da Petrobras, que foram fraudadas pelo grupo criminoso.
As apurações se basearam em provas obtidas por meio de quebras de sigilo telemático, bancário e fiscal dos envolvidos, como também pelos depoimentos de outros ex-gerentes da Petrobras e empreiteiros que firmaram colaboração premiada com o Ministério Público Federal.
Os criminosos colaboradores relataram ainda que os pagamentos de propina prosseguiram até junho de 2016, mesmo após a deflagração da Operação Lava Jato e a saída dos empregados de seus cargos na Petrobras.
OS PRESOS - Na cidade de São Paulo, foram quatro mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva. Em Belo Horizonte, a polícia cumpriu três mandados de busca e apreensão e dois mandados de condução coercitiva. Já no estado do Rio de Janeiro, a operação foi realizada na capital e nos municípios de Niterói e Duque de Caxias.
Nas três cidades, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva. Na capital, quatro investigados também foram presos. Entre eles, estão os ex-gerentes da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira e Maurício de Oliveira Guedes e os representantes das empresas Marivaldo do Rozário Escalfoni, Paulo Roberto Gomes Fernandes.
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