Justiça marca audiência sobre cárcere privado com pastor Odali

Odali foi denunciado por maus-tratos, cárcere privado e redução a condição análoga à de escravo.
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Foi designada para o dia 5 de agosto, às 15h20, a audiência de instrução, debates e julgamento, do processo em que o pastor José Odali Barros e Kathy Lorene Amazonas Hatcher Barros são acusados de alguns crimes praticados em 2008, época em que o casal dirigia a entidade assistencial “Alpha e Ômega”. A denúncia do Ministério Público (MP) ficou pronta no ano de 2011. Odali foi denunciado por maus-tratos, cárcere privado e redução a condição análoga à de escravo. Kathy, por sua vez, foi denunciada apenas por maus-tratos.

A audiência está agendada para acontecer na 3ª Vara Criminal do Foro de Marília. O processo conta com os dois acusados como réus, além de 14 vítimas, que na época eram menores de idade. O local abrigava crianças e adolescentes em situação de risco, sendo fechado por ordem judicial no início de 2008, a pedido do MP.

De acordo com a denúncia, os crimes foram praticados pelos dirigentes da associação "Alpha e Ômega", no período em que a entidade funcionou como abrigo para crianças e adolescentes em situação de risco. Muitos delitos já prescreveram e serão desconsiderados para fins penais. Os denunciados, são casados e comandaram a instituição até o dia 18 de janeiro de 2008.

Eram adotadas práticas cotidianas de abuso como meios de correção e disciplina dos menores sujeitos à autoridade do pastor e sua esposa. Os maus tratos consistiam em agressões físicas e morais. As agressões tinham por finalidade principal, castigar os internos por condutas que os denunciados reputavam inadequadas. Os internos apanhavam ou porque desobedeciam às ordens, ou porque falavam palavrão, ou porque se negavam a trabalhar, ou porque apresentavam baixo rendimento escolar, ou ainda porque brigavam entre si

Segundo o promotor de Justiça Rogério Rocco Magalhães, existem relatos de que José Odali, tal qual um senhor de engenho ou um sultão, teria usado algumas meninas como “escravas de quarto”.

Odali foi denunciado por maus-tratos, cárcere privado e redução a condição análoga à de escravo. Kathy, por sua vez, foi denunciada apenas por maus-tratos.

Fonte: Rádio 670/Garça







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