Justiça decide como será julgado homem acusado de matar e esquartejar menino de 10 anos. Veja!

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A Justiça de Assis decidiu que Luís Fernando Silla de Almeida irá a júri popular pelo assassinato e esquartejamento do menino Mateus Bernardo Valim de Oliveira, de 10 anos. A decisão do juiz da 3ª Vara Criminal foi tomada mesmo com um laudo psiquiátrico apontando que o réu sofre de esquizofrenia e seria inimputável.

Na decisão, o juiz explicou que a legislação não permite a absolvição nessa fase do processo, especialmente porque a própria defesa sustenta a hipótese de que o crime pode ter sido cometido por terceiros.

Com isso, caberá ao júri popular decidir sobre a responsabilidade do acusado. Anteriormente, a Justiça havia suspendido a realização do júri popular.

Luís Fernando vai responder por homicídio qualificado, estupro de vulnerável, vilipêndio e ocultação de cadáver, além de fornecimento de bebida alcoólica a menor. A Justiça também manteve qualificadoras como motivo torpe e meio cruel. O réu está preso desde dezembro de 2024, e a prisão preventiva foi mantida. 

Entenda o caso

O garoto Mateus desapareceu no dia 11 de dezembro de 2024, após sair de casa para passear de bicicleta pela vizinhança, no bairro Vila Glória. Imagens de câmeras de segurança registraram o menino pedalando sozinho pela Rua André Perini (assista abaixo), cerca de um quilômetro do local onde seu corpo foi localizado.

A polícia teve acesso a imagens que mostram o garoto acompanhado do suspeito na região da área de mata. Durante depoimento, Luís Fernando confessou o homicídio e detalhou que levou o menino ao rio na área de mata, onde ocorreram "agressões".

Ele afirmou que arremessou uma pedra em Mateus, causando sua morte, e que voltou para casa para buscar uma serra, com a qual desmembrou o corpo da criança. Após a prisão, a polícia fez novas buscas na casa do suspeito e encontrou animais mortos no local.

Inveja da alegria das crianças

Segundo as investigações, Mateus frequentava a casa de Luis Fernando, onde eles consertavam bicicletas juntos. Ainda conforme a polícia, o ato do suspeito de ajudar crianças com esses consertos era comum.

O delegado Tiago Bergamo, responsável pelo caso, 
revelou que, ao confessar o homicídio, o vizinho disse ter ouvido vozes que o incentivaram a cometer o crime e que sentia inveja da alegria das crianças do bairro, motivo pelo qual buscava se aproximar delas.

Apesar das análises periciais no corpo da criança não apresentarem provas de abuso sexual, a polícia concluiu que, quando o suspeito levou Mateus até o local do crime sob o pretexto de fazer um piquenique, Luis Fernando tentou abusar sexualmente do garoto, que reagiu, motivando as agressões. Do G-1.

 






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