Adolescente está no 5º mês de gestação, foi levada para abrigo.
A Vara da Infância e Juventude de Bauru, (100 quilômetros de Marília) autorizou nesta semana a prática de um aborto em uma menina de 12 anos, vítima de estupro causado pelo tio. No entanto, a cirurgia não foi feita depois que a menina, que está no quinto mês de gestação, desistiu do procedimento.
Ela foi aconselhada pelos médicos sobre os riscos da interrupção da gravidez. Além disso, nenhum hospital da cidade é credenciado ao Ministério da Saúde para realizar o procedimento.
Segundo representantes do órgão, este é o primeiro registro na cidade onde uma menor de idade consegue essa autorização. De acordo com informações da polícia, a menina está grávida do tio, de 47 anos, que a estuprou.
As investigações apontam que a mãe da adolescente sabia de tudo, já que os três viviam na mesma casa. Após o crime, a mãe perdeu a guarda da filha e o tio foi preso.
"Como a legislação prevê que menor de 14 anos, mesmo consentindo uma relação sexual, é crime de estupro de vulnerável, ele está preso e vai responder pelo crime de estupro de vulnerável", explica a delegada responsável pelo caso, Priscila Bianchini.
A adolescente foi encaminhada para um abrigo e acolhida, logo em seguida, por uma família que tem autorização da Justiça para cuidar dela.
Procedimento arriscado
Douglas Aprobato Simões, diretor clínico da Maternidade Santa Isabel, onde o acompanhamento é feito, explica que um aborto, nestas condições, podem acarretar consequências irreversíveis.
“Esse feto já está todo formado e desenvolvido. Tem corpo e estrutura óssea, com 400 gramas de peso. Portanto, uma indução do trabalho de parto e abordo torna-se a coisa mais traumática”, explica Douglas.
Além disso, os médicos também atenderam a uma determinação da lei que prevê que em casos onde o aborto é muito arriscado, é preciso garantir, primeiro, a saúde da gestante.
Fonte G1
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