Jovem da região que ficou paraplégico após tiro pode voltar a andar. Entenda como!

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Um paciente de 27 anos, morador de Araçatuba, que ficou paraplégico após ser atingido por um disparo de arma de fogo durante uma confraternização entre amigos, pode voltar a andar novamente ou pelo menor ter grandes chances de recuperar parte dos movimentos.

É que neste sábado ele receberá uma aplicação de polilaminina na Santa Casa. Será o segundo paciente submetido ao procedimento na instituição em menos de dois meses.

Será a segunda aplicação na Santa Casa de Araçatuba.

A polilaminina é um composto desenvolvido a partir da laminina, proteína natural extraída da placenta humana. O método é experimental e integra um protocolo autorizado pela Anvisa, no início deste ano, para uso compassivo.

Esse tipo de autorização é concedido de forma individual e restrita a pacientes em estado grave e sem alternativas terapêuticas disponíveis, permitindo o acesso a medicamentos que ainda estão em fase de pesquisa.

A aplicação será realizada pelos neurocirurgiões Olavo Borges Franco e João Elias Ferreira El Sarraf.

Os pesquisadores atuarão em conjunto com o médico Daniel Rodrigues, coordenador do Serviço de Neurocirurgia da Santa Casa de Araçatuba e responsável pela internação do paciente no Hospital Sagrado Coração de Jesus, mantido pela Irmandade.

Em 20 de abril deste ano, a Santa Casa de Araçatuba foi escolhida para a realização da primeira aplicação de polilaminina em um paciente da região. Segundo a instituição, o procedimento foi bem-sucedido (foto) e o paciente segue realizando terapias complementares, além de permanecer sob acompanhamento da equipe de pesquisa. Informações: Folha da Região.

Como funciona a polilaminina?



Desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o laboratório Cristália, a polilaminina funciona como uma "ponte biológica" que estimula a regeneração dos neurônios e a reconexão da medula espinhal.

Embora o tratamento tenha gerado grande repercussão após alguns voluntários de testes iniciais voltarem a caminhar, a comunidade científica reforça a necessidade de cautela. O medicamento ainda não possui registro definitivo na Anvisa e os estudos clínicos em larga escala estão em andamento.

Atualmente, o projeto está na Fase 1 dos ensaios clínicos oficiais autorizados pela Anvisa, que avalia a segurança do composto em um pequeno grupo de pacientes. A pesquisa preliminar foi divulgada em formato de preprint e ainda aguarda publicação em revistas científicas revisadas por pares.

O acesso ao medicamento fora dos testes oficiais tem ocorrido de forma restrita e individual por meio de autorizações judiciais de uso compassivo regulamentadas pela Anvisa, voltadas exclusivamente a casos graves e recentes onde não existem outras alternativas de tratamento.

Além disso, a recuperação depende obrigatoriamente de um processo intenso de reabilitação multidisciplinar e fisioterapia.





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