Os altos índices de desemprego e de endividamento da população estabeleceram um nível recorde de interessados por emprego temporário. É o que revela o quinto levantamento sobre trabalho temporário realizado pela VAGAS.com, empresa líder em soluções tecnológicas para recrutamento e seleção.
De acordo com o estudo, 77% dos respondentes pretendem realizar alguma atividade temporária neste final do ano ante 74% no ano passado. É o maior percentual já registrado pela série histórica da pesquisa, iniciada em 2013.
“Apesar dos indicadores do emprego apresentarem alguns sinais de recuperação, ainda há um contingente de 13 milhões de desempregados. Essa massa precisa buscar uma fonte de receita que ajude a compor o orçamento familiar. Com toda essa crise, as famílias foram forçadas a abandonar alguns itens de consumo e acabaram acumulando dívidas. Diante desse cenário, a busca por uma atividade temporária torna-se mais do que necessária. Pode ser uma questão de sobrevivência para muita gente”, explica Sylvia Fernandez , coordenadora da pesquisa.
CARTÃO - A pesquisa também buscou identificar quais são os tipos de dívidas daqueles que pretendem conseguir um emprego temporário para quitar despesas (32%). Ao analisar essa massa de endividados, ficou constatado que o cartão de crédito é o maior vilão, com 54% de despesas declaradas nessa modalidade.
Em seguida vem as contas da casa, como água, luz e telefone (52%). Na terceira posição aparecem os estudos (38%). Os carnês vêm na sequência, somando 18%. Depois aparecem as despesas com planos de saúde/ odontológicos e com o carro (16%, cada). Em outro patamar, temos o cheque especial com 12% do total, financiamento da casa com 11% e financiamento do carro, 10%. Por último, figura o cheque pré-datado, com 2%.
O estudo mostra que vem aumentando a cada ano o percentual de pessoas interessadas em realizar um trabalho temporário no restante do ano. Daqueles que pretendem realizar uma atividade temporária neste final de ano (77%), há um grupo de 65% de olho em oportunidades temporárias no resto do ano também, ante 59% no ano passado. Em 2015 essa parcela era de 58%.
A pesquisa também traz a recuperação da confiança do trabalhador em conquistar uma oportunidade de emprego no final do ano. Os dados mostram que 79% estão totalmente confiantes ou confiantes com essa possibilidade. No ano passado essa confiança era menor: 76%.
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