insatisfação dos paulistanos em relação ao consumo.O ICF é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e varia de zero a 200 pontos, no qual abaixo de 100 pontos significa insatisfação e acima de 100 pontos representa satisfação em relação às condições de consumo.
Embora os sete itens que compõem o indicador tenham apresentado alta em relação a dezembro, isso não indica uma reversão de tendência. A Federação avalia que, diante do cenário econômico ainda turbulento com pressões negativas na renda e no emprego (e após uma longa sequência de quedas), é natural que haja um ajuste de confiança. Além disso, esse é o 15º mês consecutivo que todos os itens do ICF apresentaram pontuação inferior em relação ao mesmo mês do ano anterior e o sexto mês consecutivo que todos permaneceram abaixo dos 100 pontos.
Mais uma vez, os itens relacionados a emprego registraram os melhores níveis de pontuação do ICF em janeiro. O item Perspectiva profissional subiu 5,3% na comparação com dezembro e atingiu 98,2 pontos; e o quesito Emprego atual apresentou alta de 3,3% na comparação mensal e registrou 93,1 pontos. O item Acesso ao crédito ficou estável nos 71,2 pontos, resultado de juros mais altos e dificuldade na obtenção de crédito no mercado.
Renda - O item Renda atual teve aumento de 4,6% em janeiro, porém, a pontuação seguiu abaixo dos 100 pontos (82,9), o que mostra que a renda das famílias está pior neste momento do que em 2015, quando foi registrado 130,4 pontos.
Na análise por faixa de renda, houve aumento no ICF em ambas as classes, mas o nível de insatisfação permanece. O índice das famílias com renda superior a dez salários mínimos atingiu 65,8 pontos, alta de 10,1% na comparação com dezembro, enquanto as com renda abaixo de dez salários mínimos chegou a 69,4 pontos, um acréscimo de 1,9%.
Segundo a FecomercioSP, o resultado de janeiro do ICF, somado à atual situação econômica, ilustra o receio das famílias. O ano de 2015 foi marcado pela forte inflação de 10,67%, e em 2016, o desemprego deverá ser o destaque, sendo essas as duas variáveis mais importantes para decisão de compra do consumidor.
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