Inmetro terá que esclarecer diminuição do padrão de qualidade de peça de motos para reposição

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Redução do nível de dureza da coroa poderia colocar em risco a segurança e a vida dos motociclistas
 
O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) que apresente, em 10 dias, os estudos técnicos que embasaram a decisão da autarquia de modificar as exigências a fabricantes e importadores quanto à dureza mínima da "coroa" – componente do kit de transmissão de motocicletas.

Segundo denúncia feita ao MPF pelo Sindicato Nacional das Indústrias de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos (Sicetel), uma flexibilização normativa levada a cabo pelo instituto em 2018 passou a permitir que as coroas destinadas ao mercado de reposição fossem fabricadas sem receber o tratamento térmico que confere dureza aos seus dentes, resultando em peças com menor durabilidade e que colocariam em risco a vida dos consumidores. 

Em alguns casos, a baixa qualidade das coroas não tratadas poderia gerar o travamento da roda e o consequente catapultamento do motociclista.

Alertado sobre o aumento do risco de acidentes, demonstrado em estudos técnicos apresentados pelo sindicato, o Inmetro não adotou providências. A autarquia também foi por duas vezes convidada pelo MPF para prestar esclarecimentos sobre os motivos que a levaram a autorizar a mudança das regras.

Porém, não designou representante para a reunião agendada pela Procuradoria nem encaminhou o parecer técnico que fundamentou a diminuição do padrão de qualidade da peça.







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