Após registrar inflação de 7,59% em 2014, o Índice de Preços dos Supermercados atingiu 11,33% em 2015.
Conforme explicou o gerente de Economia e Pesquisa da APAS – Associação Paulista de Supermercados - Rodrigo Mariano, a maior inflação acumulada no ano foi em 2002, quando o indicador registrou alta de 17,53% nos preços em supermercados, muito influenciado pela inflação oficial registrada naquele ano, a disparada do risco país e do dólar, diante de um cenário de incertezas após a eleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva.
De acordo com a APAS, a alta nos preços atual decorre do cenário de atividade econômica enfraquecido em 2015, o que fortalece a tese de que a inflação foi muito influenciada por fatores relacionados a choques adversos que não o aumento do consumo. Ou seja, foi resultado do aumento nos custos de produção, diante da alta na energia elétrica, por meio dos reajustes expressivos do governo federal, que impactou muito os custos de produção de diversos setores. Os que utilizam a energia de maneira intensiva, caso de alimentos e bebidas, principalmente panificados, massas, bebidas, foram os mais afetados.
A alta em 2015 esteve diretamente relacionada ao aumento nos preços dos produtos In Natura com alta de 22,67%, impactados pelo aumento em algumas culturas especificas que pressionaram os preços dos produtos, tais como cebola (78,31%), tomate (43,88%) e batata (38,44%).
Conforme explicou o economista, desde a criação do Plano Real em julho de 1994, o IPS/APAS apresenta variação acumulada de 197,06%, o IPCA/IBGE (Brasil) tem alta de 424,11%, o IPC-FIPE tem aumento de 319,92% e o IPA/FGV tem variação de 589,41%. De modo geral, a elevação dos preços esteve diretamente relacionada a fatores como pressão sobre os custos (estiagem, alta nas contas de energia elétrica e dólar).
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288







