Kumbukumbu é uma palavra da língua africana swahili que resgata uma dimensão do passado que abre caminho para o futuro. Por esse simbolismo, a expressão dava nome à exposição sobre a arte africana do Museu Nacional, uma das que foram completamente destruídas pelo incêndio de domingo (2), no Rio de Janeiro.
Entre as 185 peças expostas e consumidas pelo fogo estava o Trono de Daomé, reino africano que traficou pessoas escravizadas e tinha o Brasil como um de seus principais comparsas. A sandália e a toca real também estavam expostas como registros do reino que deixou de existir ao ser dominado pelos franceses em 1904.
As peças foram um presente do Rei Adandozan a D. João VI, em 1811, e estava no acervo do museu desde sua fundação. Essa coleção faz parte de um acervo com um total de 700 peças, que inclui o que estava na reserva técnica.
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RECURSOS - O Ministério da Educação vai liberar R$10 milhões para ação emergencial na segurança do prédio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio, que sofreu um incêndio, ontem à noite, e teve grande parte de seu acervo destruído. O ministro Rossieli Soares disse que os recursos vão sair do orçamento da pasta a partir de remanejamento.
Polícia Federal - Já o superintendente da PF, Ricardo Saadi, disse que por enquanto o prédio ainda está sob responsabilidade do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. E que os agentes ingressarão após a entrega do local para a PF.
Saadi acrescentou que a orientação é não mudar a cena do local, com a retirada de peças dos escombros. “A orientação é que não se contamine a cena do incêndio, então, não se pode entrar mexer e tirar porque de repente prejudica a perícia”, disse, destacando que não é possível prever quanto tempo levará o trabalho dos peritos. Da Agência Brasil.
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