Homem morre e família questiona atendimento no HC

Médica deu atestado diagnosticando "caxumba". Vítima morreu em casa após 15 horas no hospital e ser liberado. HC apura o caso.
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A morte do autônomo Gilmar Ferreira dos Santos, de 54 anos, ocorrida no início desta manhã, em casa, revoltou a família que registrou ocorrência na Central de Polícia Judiciária e pede que a Polícia Civil apure o caso. Ele teria permanecido cerca de 15 horas no Hospital das Clínicas e depois liberado com um atestado médico que teria diagnosticado "caxumba sem complicações". Há pouco (16h03), a assessoria de imprensa da FAMEMA emitiu nota sobre o caso (ver no final da matéria). O corpo da vítima está começando a ser velado e o sepultamento será nesta quinta-feira, em horário ainda não definido pela família.

De acordo com o sobrinho, Matheus Rodrigues da Silva, a vítima procurou atendimento médico inicialmente na UPA da zona Norte com muita dor e inchaço no pescoço, onde permaneceu entre 5 e 7 horas da manhã de ontem. A unidade fez o encaminhamento ao Hospital das Clínicas onde só foi liberado por volta das 22h30. "Ele sofreu muito, estava com fome mas disseram que não podia comer. Só recebeu dois frascos de soro", afirma  a família.

Gilmar ficou 15 horas no HC e morreu em casa.

Ainda segundo os relatos, durante essas cerca de 15 horas que permaneceu no Hospital das Clínicas (ala nova) teria surgido suspeita de que estaria com infecção de dente, mas os equipamentos para exames estaria "quebrado".

Atestado médico emitido pelo HC

A única medicação que Gilmar Ferreira dos Santos teria recebido foram remédios anti-inflamatórios. Como a dor diminuiu, foi liberado. Ele morreu por volta das 6h de hoje, enquanto dormia.

REVOLTA - Os familiares ficaram revoltados e não aceitavam que a causa da morte seria "natural". Foram até à Central de Polícia Judiciária, onde conseguiram que fosse feita uma autopsia que está ocorrendo nesta tarde. Gilmar era solteiro e o sepultamento deve ocorrer somente amanhã.

RESPOSTA - A assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas informou há pouco (16h03) que o paciente deu entrada e realizou "exames clínicos e complementares". Após os resultados, "os laudos não indicaram conduta médico-hospitalar" (não veria necessidade de internação).

Ainda segundo a nota, o paciente foi orientado a manter repouso, inclusive com atestado médico para afastamento das atividades. E, se necessário, deveria retornar ao hospital para novo atendimento. Com a morte, a diretoria informou que será aberto um procedimento para investigar o caso e vai depender principalmente do laudo necroscópio (vai indicar a possível causa da morte).

A assessoria do HC também contestou a informação da família de que Gilmar Ferreira dos Santos teria permanecido 15 horas em atendimento. De acordo com o prontuário, ele teria dado entrada no hospital pouco depois das 12h e liberado às 19h. Portanto, seriam sete e não 15 horas.

O portal Visão Notícias também procurou a médica que emitiu o atestado, Keila Miki Kawashita. A informação foi de que ontem (16) era o último plantão dela no HC. Deixamos mensagem em seu Facebook, mas ainda não houve retorno.











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