Homem espanca e socorre esposa em Marília só para que ela não acionasse a polícia

Compartilhe:




Uma mulher de 35 anos viveu horas de desespero em Marília após ser agredida violentamente pelo esposo. O caso teve uma conotação ainda pior porque o próprio acusado decidiu "socorrer" a vítima. Mas, não por compaixão: ele queria evitar a todo custo que a Polícia Militar fosse avisada. Mas, em um momento astúcia, ela conseguiu pedir ajuda aos profissionais de saúde e o homem acabou preso em flagrante.

A mulher relatou que foi violentamente agredida na residência onde o casal mora, no bairro Nova Marília, zona sul da cidade. Conforme seu depoimento, o companheiro, de 41 anos, desferiu socos e chutes que atingiram principalmente a face, a cabeça e outras partes do corpo. As agressões teriam sido tão violentas que ela perdeu a consciência, recuperando os sentidos apenas durante a madrugada.

Ainda segundo a vítima, ao recobrar a consciência passou a ser ameaçada de morte. O homem teria afirmado que a mataria caso procurasse a polícia ou contasse a alguém o que havia acontecido. 

Socorro?

Bastante ferida, a mulher foi levada pelo esposo inicialmente para a UPA Sul e, devido à gravidade das lesões, transferida ao Hospital das Clínicas. O homem permaneceu ao lado da vítima e voltou a fazer ameaças para impedir que ela denunciasse as agressões.

Foi somente quando conseguiu ficar sozinha com profissionais da saúde que a mulher pediu ajuda discretamente. A equipe médica acionou a Polícia Militar. Os policiais localizaram o suspeito na sala de espera do hospital. Durante a abordagem, segundo a ocorrência, ele tentou negar as agressões, mas depois resistiu a prisão, mas não conseguiu escapar. O homem foi autuado em flagrante por violência doméstica e a delegada de plantão representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.

Violência que vai além das agressões

Especialistas destacam que o controle psicológico é uma das formas mais comuns de violência doméstica. Ameaças, intimidações, isolamento da vítima e o medo constante de denunciar costumam fazer parte do ciclo da violência, dificultando que muitas mulheres procurem ajuda.

Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio apenas no primeiro trimestre de 2026, o maior número para o período desde o início da série histórica, equivalente a uma mulher assassinada, em média, a cada 5 horas e 25 minutos. Também foram concedidas 171.036 medidas protetivas no mesmo trimestre, um recorde nacional.

Como a vítima deve agir?

Sempre que houver risco, a prioridade deve ser preservar a própria vida. Entre as principais recomendações estão:

  • Procurar ajuda de familiares ou pessoas de confiança;
  • Acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190 em situações de emergência;
  • Registrar boletim de ocorrência;
  • Pedir medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha;
  • Informar médicos, enfermeiros ou outros profissionais de saúde caso esteja sendo ameaçada;
  • Guardar mensagens, fotografias e outros elementos que possam servir como prova.
  • Lei Maria da Penha prevê medidas imediatas

A legislação brasileira permite que a Justiça determine rapidamente medidas para proteger a vítima, como:

  • Afastamento imediato do agressor do lar;
  • Proibição de aproximação e contato;
  • Suspensão do porte de arma, quando houver;
  • Proteção policial em situações de maior risco.
 




Receba nossas notícias no seu celular: Clique Aqui.
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288


Desenvolvido por StrikeOn.