A Polícia Civil prendeu em flagrante um homem de 37 anos suspeito de praticar crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contra uma criança de 11 anos, em Tarumã, na região de Assis.
As investigações começaram após a família da vítima procurar a Delegacia de Polícia para informar que a criança estaria mantendo contato com um adulto por meio da internet. A situação foi descoberta pela mãe, que encontrou imagens de conteúdo íntimo armazenadas no celular da menor.
Diante da denúncia, investigadores iniciaram diligências e localizaram o suspeito, que foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.
Policiais comprovam o crime
Durante a apuração preliminar, a Polícia Civil afirma ter reunido indícios de que o investigado manteve contato com a criança por redes sociais e aplicativos de mensagens, ocasião em que teria solicitado e recebido imagens íntimas da vítima, além de encaminhar fotografias de conteúdo sexual.
Ainda de acordo com a corporação, o aparelho celular utilizado pelo suspeito foi submetido a uma análise preliminar, realizada após autorização voluntária, sendo encontrados elementos considerados compatíveis com os fatos investigados.
Com base nas evidências iniciais, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante do homem pelos crimes, em tese, de armazenamento de material pornográfico envolvendo criança (artigo 241-B do ECA) e aliciamento de criança pela internet para fins libidinosos (artigo 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente).
A Polícia Civil também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O pedido será analisado pela Justiça após manifestação do Ministério Público.
As investigações prosseguem, incluindo a realização de perícia nos dispositivos eletrônicos apreendidos, para esclarecer toda a dinâmica dos fatos e verificar a eventual existência de outras vítimas.
Alerta aos pais
A Polícia Civil reforça a importância de pais e responsáveis acompanharem a atividade digital de crianças e adolescentes, observando o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens. A corporação orienta que qualquer suspeita de exploração sexual infantil seja comunicada imediatamente às autoridades para que as medidas de proteção e investigação sejam adotadas.

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