Herança de Dilma é rombo de R$ 170,5 bilhões

Nova meta é quase duas vezes superior à prevista pela petista. Pior desde 1997.
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O presidente em exercício Michel Temer pretende aprovar na próxima semana a proposta de alteração da meta fiscal deste ano, que permitirá um rombo de até R$ 170,5 bilhões nas contas do governo central (que inclui Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) o equivalente a 2,75% do Produto Interno Bruto (PIB).

Esse novo objetivo será votado na semana que vem no Congresso Nacional, de acordo com os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Romero Jucá (Planejamento), que anunciaram a nova meta após uma reunião com Temer no Palácio do Planalto.

“É uma absolutamente transparente e realista. Existe margem para incerteza, mas é uma meta realista e estimada dentro de critérios rigorosos e mais próximos possíveis do que hoje está sendo estimado pelo mercado e por analistas”, afirmou Meirelles, um dia depois de ter dito a uma agência de notícias que a realidade encontrada nas contas públicas.

“Eu encontro nos números uma situação pior do que esperava”, afirmou. Se confirmado, o rombo nas contas públicas este ano será o pior desde o início da série histórica, em 1997.

Essa nova meta é praticamente o dobro do déficit de R$ 96,7 bilhões previsto anteriormente pelo governo da presidente afastada Dilma Rousseff no projeto de lei número 1 (PLN 1/2016), enviado ao Congresso em 28 de março.

Essa proposta, segundo Meirelles tinha uma previsão e receita “superestimada”, pois incluía na conta medidas que não foram aprovadas pelo Legislativo, como a Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF), muito menos confirmadas, como a repatriação de bens no exterior. “O ponto chave é que esse Orçamento será rigoroso”, acrescentou Meirelles.





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